22 de Junho de 2021
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"Preciso me manter firme, pois tenho planos futuros", relata adolescente de Assis sobre aulas online

Ana Luiza Marques Ferreira está no 9° ano e estuda na Escola Estadual Dr. Clybas Pinto Ferraz

A pandemia fez com que toda a sociedade se reinventasse e adotasse novos costumes e formas de rotina, que até então não faziam parte do cotidiano. Muito se fala sobre o 'novo normal', e para a adolescente Ana Luiza Marques Ferreira, de 14 anos, foi na educação à distância que ela sentiu a falta dos estudos presenciais.

Ana conta que sua maior dificuldade é manter o foco, pois estar em casa às vezes faz com que o corpo queira descansar um pouco mais, ou olhar o celular e as redes sociais.

"Quando me pego com esses sentimentos, logo me lembro das aulas presenciais e o quanto elas estão me fazendo falta. Aí volto aos meus compromissos, pois vejo o quanto meus professores estão comigo me auxiliando e se dedicando em tudo e não posso decepcioná-los e preciso me manter firme pois tenho planos para o futuro", confessa a estudante.

Divulgação - Ana Luiza Marques, de 14 anos, é estudante da rede pública
Ana Luiza Marques, de 14 anos, é estudante da rede pública


A rotina de estudos pode ser exaustiva, mas é o que faz Ana Luiza manter seu aprendizado mesmo fora da sala de aulas e não atrasar seus sonhos. A rotina de Ana se inicia no período da manhã, a tarde ela faz as atividades e assiste às aulas do Centro de Mídias.

"Desde o início da pandemia preferi manter uma rotina diária, para assim não me perder e não acumular tarefas. Começo às 6h30 e termino definitivamente no final do dia. Às vezes fico até às 20h, mas prefiro porque assim fico mais tranquila sabendo que vou apresentar tudo o que foi pedido por meus professores da escola e também do Centro de Mídia", conta Ana Luiza.

Para a mãe, Zilda Marques, é desafiadora a condição de ser mãe e 'professora'. Algumas matérias são difíceis e às vezes a assustam. Mas, a valorização dos profissionais da educação é o que a motiva a dar seu melhor e ajudar os filhos.

"Preciso apoiar meus dois filhos. Com a Ana é mais fácil, pois ela conversa com os professores e consegue sanar suas dúvidas. Já com meu filho Pedro Marques Ferreira, de 9 anos, preciso dar mais instruções e ajudar na resolução das atividades. Sempre tive muito respeito e admiração por meus professores, sempre disse que eles mereciam ser mais valorizados e hoje tenho certeza, que ser professor, principalmente na rede pública, é amar demais e dividir conhecimento e compartilhar o desejo de curar o mundo através do ensino", relata Zilda.
Redação AssisCity
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