A morte da estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 23 anos, em Marília, ganhou um novo desdobramento após a conclusão do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML). Segundo informações confirmadas ao portal AssisCity pelo pai da jovem, o advogado Fauez Zar Júnior, o exame apontou que Carolina morreu por intoxicação aguda por arsênio, um veneno altamente tóxico.
De acordo com Fauez Zar Júnior, o resultado do laudo muda o rumo das investigações e levanta dúvidas sobre a possível participação de terceiros no caso. A apuração é conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo e pela Delegacia de Defesa da Mulher de Marília.
Segundo relato do pai da estudante ao AssisCity, Carolina cursava o sétimo termo de medicina e mantinha um relacionamento com um jovem que estudava Administração, em Campinas.
Ainda de acordo com o advogado, a filha teria engravidado por volta de setembro de 2024. Ele afirma que, no final de novembro do mesmo ano, Carolina teria sido pressionada pelo então namorado a interromper a gestação. Segundo o pai, o aborto teria ocorrido em um hotel, em Marília, com participação do rapaz. E que, após o procedimento, o relacionamento começou a esfriar e o jovem teria passado a se distanciar da estudante.
Fauez contou que só descobriu toda a situação em 1º de maio de 2025, cerca de 15 dias antes da morte da filha, depois que uma amiga de Carolina o procurou para dizer que ela não estava bem emocionalmente: “depois que eu soube, parece que ela ganhou mais força e queria denunciar o que tinha acontecido”, afirmou o pai.
Segundo ele, um dia antes do ocorrido, em 14 de maio de 2025, entrou em contato com o pai do rapaz para falar sobre a situação. Ainda conforme o relato ao AssisCity, ele recebeu como resposta que cada família deveria cuidar do próprio filho.
Na manhã do dia 15 de maio, Carolina teria ligado para um amigo da família pedindo ajuda. Ela foi socorrida por volta das 6h, mas seu estado de saúde se agravou e a estudante morreu às 16h do mesmo dia.
Para o advogado, ainda não está claro se houve participação de terceiros no caso ou se a jovem pode ter sido induzida ao suicídio: “a investigação passa a trabalhar com maior precisão, direcionando diligências para verificar a origem da substância e eventual participação de terceiros na obtenção do veneno”, disse Fauez Zar Júnior.
Segundo ele, Carolina deixou um áudio e um dossiê que, de acordo com o pai, incriminariam o ex-namorado. O material deverá ser analisado durante o andamento das investigações.
O inquérito segue sob sigilo e aguarda a perícia nos aparelhos eletrônicos da estudante. A análise de mensagens e outros registros poderá ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte e se houve algum tipo de indução ou auxílio para o envenenamento.
O portal AssisCity entrou em contato com a defesa citada na reportagem que encaminhou a seguinte nota: “A manifestação ocorrerá no Inquérito Policial, perante a autoridade policial. Os fatos ainda estão sob investigação, que tem sigilo decretado, e ainda estão pendentes diligências importantes para a elucidação dos fatos”, informou a defesa.










