“Fazei-me conhecer, Senhor, o meu fim e o número de meus dias, para que eu veja como sou efêmero.” Sl.39-4.

Vida dom de Deus! Vida para ser vivida! Vida para ser cumprida nas suas etapas, sejam elas quais forem. Vida que não nos pertence, somos todos pertenças de Deus.

Alguns vivem e nem se atentam de que estão vivos. Outros lutam para viver, mas não têm chances diante de doenças que ceifam-lhes toda a oportunidade de viver. Tempo de vida é algo complicado para se medir. Um, dois, sete, dezesseis, quarenta, sessenta, oitenta, cem? Isto não nos cabe determinar.

Ontem recebi a notícia de que uma “pessoinha” tão meiga, que havia anos, lutava contra uma doença terrível, por determinação média fora sedada. Hoje recebi a notícia de que meu “amiguinho” durante a noite foi se encontrar com Deus. Não se fala em justo ou injusto! Há de se atentar que a vida, mesmo aos cem anos, é curta demais, ou seja, nunca estaremos prontos para retornar.

Nesse caso específico, depois de tanto sofrimento, o próprio Pai derrama lágrimas de dor e resgata o “filho”, curando-lhe todas as feridas, todas as dores e promovendo “descanso” para a família.

Para mim, especialmente, sobe a placa de atenção. Desperdiçamos tempo de vida, perdemos oportunidades de amar, de perdoar. Meu amiguinho teve, mesmo na dor, tempo de se preparar para voltar. Muitos de nós não teremos a mesma chance. O fato de não se estar acometido por doença parece que nos deixa em uma letargia que nos impede de tomar atitudes que no momento certo também nos levarão ao Pai.

Valeu Zé, fica a lição. Deus te abençoe meu irmãozinho!

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