13 de Abril de 2021
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Supervisora de Ensino fala sobre conquistas das mulheres

Para Vera Caron, ter uma profissão e ocupar um espaço no mercado de trabalho está longe de não poder atender as demandas da casa e menos ainda de ser sensível

As conquistas da mulher ao longo dos anos têm sido cheias de lutas e vitórias. Para Vera Caron, a história não é diferente e ela conta com exclusividade ao Portal AssisCity um pouco de sua trajetória como mulher, esposa, mãe e profissional, nesse dia em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher.

Vera iniciou sua carreira com 22 anos, cheia de sonhos e enfrentou muitas dificuldades ao se ver inserida no mercado de trabalho. Por 25 anos foi professora de Língua Portuguesa e há 9 anos atua como supervisora de Ensino, em Assis.

"Na época não era fácil se colocar no mercado de trabalho e como esposa e futura mãe tudo ainda era uma luta, a mulher era vista como mãe e do lar. Mas, dentro de casa sempre recebi a educação de que eu podia e devia conquistar meu espaço, sempre tive este incentivo e sempre soube que eu queria ter um lugar que fosse além do estereótipo mulher do lar. Enfrentei algumas dificuldades para que as pessoas entendessem que ter uma profissão era um direito e que ser professora era o que eu queria, não era falta de opção, era meu sonho", conta.

Vera conta que estudou Letras na UNESP, e fez essa escolha por acreditar que o conhecimento da língua dá poder e empoderar o público das escolas públicas fazia parte do que ela queria.

Divulgação - Vera Caron, supervisora de Ensino
Vera Caron, supervisora de Ensino


Vera tem duas filhas e desde cedo passou para as filhas que elas podiam ser quem elas quisessem.

"Minhas filhas vivenciaram isso. Todos os dias saiam cedo de casa, junto comigo, eu as levava para a escola e ia trabalhar. Já saiamos de casa com tudo organizado, no período que estava em casa eu as auxiliava nas tarefas, elas ajudavam em casa no que podiam e acredito que isso sempre foi um exemplo para elas. Hoje as duas fazem faculdade e sonham com suas independências e autonomia", considera.

Para Vera, ter uma profissão e ocupar um espaço no mercado de trabalho está longe de não poder atender as demandas da casa e menos ainda de ser sensível.

"Hoje as mulheres podem ser românticas, ser sentimentais, necessitam de carinho, atenção e cuidado, mas também precisam de realização profissional e buscar por isso não há problema, pois a casa não ficará menos cuidada, as tarefas domésticas devem ser divididas com quem mora no local. Afinal, casa é de todos, todos precisam compartilhar a tarefa da casa, mulheres têm direito de batalhar por uma carreira, ser mulher não nos torna menos capazes, é só diferente, não é nem melhor e nem pior", conclui.
Redação AssisCity
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