A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis da Câmara Municipal de Assis rejeitou, durante reunião realizada na segunda-feira, 29 de junho, o pedido apresentado pelo vereador José Carlos Silva Beitum, o Carlinhos Zé Gotinha (PSD), para adiar a oitiva marcada para esta terça-feira, 30 de junho. O requerimento foi rejeitado por 2 votos a 1, mantendo o cronograma de depoimentos da comissão.
O requerimento também solicitava vista integral dos autos da investigação antes da continuidade dos trabalhos da comissão. A proposta foi colocada em votação entre os membros da CPI, mas acabou sendo rejeitada por maioria, ficando registrado voto vencido do parlamentar. A manutenção do cronograma foi considerada importante pelos demais integrantes da comissão, já que o adiamento das oitivas interromperia o andamento das investigações e postergaria ainda mais a conclusão dos trabalhos da CPI.
Vereador alegou falta de acesso ao histórico da investigação
No ofício encaminhado ao presidente da CPI, vereador Fernando Sirchia, Carlinhos argumentou que assumiu oficialmente uma vaga na comissão apenas no dia 9 de junho, após a vacância deixada pelo ex-vereador Claudecir Rodrigues Martins, e, por isso, não participou dos mais de seis meses de diligências, oitivas e análises realizadas desde a instalação da CPI, em novembro de 2025.
Segundo o parlamentar, exercer o direito de voto nas deliberações da comissão pressupõe o conhecimento integral dos documentos e provas já produzidos.
No documento, Carlinhos afirma que participar dos trabalhos sem acesso prévio aos autos poderia comprometer o exercício de sua função fiscalizatória e resultar em deliberações sem a devida análise técnica.
Pedido incluía adiamento da oitiva
Além da vista integral dos autos, o vereador pediu o adiamento das oitivas previstas para esta terça-feira, dia 30, alegando que não teria tempo hábil para estudar o histórico da investigação, formular perguntas e avaliar possíveis contradições nos depoimentos.
O requerimento também solicitava que eventual relatório final da comissão não fosse concluído antes que o novo membro tivesse acesso a todo o conteúdo produzido pela CPI, sob o argumento de que isso poderia representar cerceamento do exercício de suas funções parlamentares.
Maioria manteve cronograma da CPI
Apesar dos argumentos apresentados, o pedido foi analisado pelos integrantes da comissão durante reunião realizada na segunda-feira e acabou rejeitado pela maioria dos vereadores.
Com a decisão, foi mantido o cronograma de oitivas definido pela CPI dos Combustíveis, que segue com a coleta de depoimentos e demais diligências relacionadas às investigações sobre possíveis irregularidades no abastecimento da frota municipal envolvendo veículos das secretarias municipais de Saúde, Obras e Educação.










