O principal suspeito pela morte de Ana Paula Farias, se entregou à polícia na tarde desta terça-feira (10). A informação foi confirmada pelo portal Diarinho. R. P. P., de 45 anos, trabalhava como frentista em Santa Catarina e confessou em depoimento à delegada Ruth Hein, da Delegacia de Proteção à Criança, à Mulher e ao Idoso, que matou a esposa por ciúmes.
Segundo a delegada, logo após o crime a polícia iniciou buscas para localizar o suspeito. Durante a noite e a madrugada, várias denúncias sobre possíveis paradeiros foram verificadas. Pela manhã, ele foi encontrado próximo à Central de Polícia de Balneário Camboriú, onde recebeu voz de prisão.
Ainda segundo a apuração do Diarinho, o suspeito foi autuado em flagrante e, após confessar que estrangulou a companheira, foi encaminhado ao presídio da Canhanduba.
Ana Paula Farias foi morta por asfixia por volta das 9h de segunda-feira (9), dentro da casa onde morava com o companheiro. O casal vivia em Balneário Camboriú há aproximadamente sete anos. O corpo será velado na sala 1, da capela da funerária Pax Universal e o sepultamento está previsto para às 9h, de quarta-feira (11), no Cemitério da Paz, em Assis, cidade de origem da família. Onde o caso causou forte comoção entre parentes, amigos e também entre moradores de Assis, que ficaram impactados com a notícia.
Relembre o caso
Em entrevista ao AssisCity, um parente contou que, cerca de uma semana antes, o marido de Ana Paula teria pedido R$ 5 mil emprestados e, na manhã do crime, convenceu a filha do casal, de 12 anos, a sair mais cedo de casa para ir a um curso com uma amiga.
“Foi tudo de caso pensado. Ele fez a filha sair mais cedo, arrumou dinheiro para fugir e matou a minha prima. Não foi uma briga, não foi nada. Ele armou tudo”, afirmou o familiar.
De acordo com a família, a mudança para Balneário Camboriú partiu dele, que convenceu Ana Paula a deixar Assis, vender os bens e recomeçar a vida no litoral catarinense.
Os parentes também relataram que Ana vivia um momento positivo na vida pessoal e profissional. Ela havia sido aprovada recentemente em um processo seletivo da prefeitura de Balneário Camboriú para dar cursos na área de estética e acupuntura.
“Ela estava feliz, crescendo profissionalmente. Apesar de alguns episódios de agressividade dele que nós tivemos conhecimento, ela nunca falava em separação”, contou o familiar.
O caso segue sob investigação das autoridades de Santa Catarina.










