O mercado

*Por Márcio Alexandre da Silva

O mercado deixou de ser aquele espaço, às vezes, até mesmo obsoleto, onde num mesmo varal vendia-se, fumo entre linguiça “cabo de reio” e carne seca.

Exageros à parte, atualmente, os mercados tornaram-se exemplares centros de compras, com excelentes lanchonetes e restaurantes, panificadoras, açougues, hortifrutis, floriculturas e outras infinidades de serviços.

Estes dias estava autografando meu livro PODE MORRER DE TANTO AMAR? num supermercado e duas cenas inusitadas demonstram como os supermercados perderam esse aspecto, onde as pessoas somente frequentavam em épocas de vale e pagamento. Os supermercados viraram pontos turísticos, de lazer e de entretenimento. E isso é ótimo!

As cenas que despertaram a minha atenção foram:

(1) Repentinamente, entrou um casal de recém-casados juntamente com seus padrinhos e convidados para tirar fotos, ainda com vestimentas nupciais, nas repartições do mercado. Achei hilário, criativo e ousado.

(2) Logo em seguida, entraram vários jovens, aproximadamente uma dúzia, todos estavam com adereços de festas de aniversário (chapéu, “língua de sogra”, nariz de palhaço), adentraram a loja, se aproximaram do setor de confeitaria, pegaram um bolo de aniversário e, ainda sem efetuarem o pagamento, num coro lindo entoaram sonoros parabéns… Depois, se dirigiram ao caixa de pagamento e deixaram a loja com aquela alegria jovial.

A maior prova de que os supermercados mudaram é o simples fato de um escritor estar autografando e batendo papo com o seu público leitor nesse ambiente já representa uma mudança de paradigma.

E, felizmente, Assis e região contam com excelentes mercados que cumprem suas funções de atrativos e grandes centros de compras.

* Professor de Filosofia. Morador da Prudenciana. Autor do livro: PODE MORRER DE TANTO AMAR?

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