O delegado Marcelo Armstrong Nunes confirmou ontem à reportagem do Jornal Voz da Terra que, no final da tarde de sexta-feira (05), a Justiça decretou a prisão preventiva do funcionário de uma escola municipal acusado de pedofilia em Ibirarema.
Com a decisão judicial o homem de 33 anos, que foi preso na quarta-feira (03), terá de aguardar o processo na prisão, sem chance de recorrer. Ele é acusado de estupro de vulnerável. A criança molestada, um menino de 12 anos de idade, era aluno na escola na qual o pedófilo trabalhava.
Até agosto de 2009 o crime de estupro era usado apenas quando havia conjunção carnal, forçada, contra mulheres. Com a mudança, o termo e penas relativas ao crime são também aplicados às pessoas do sexo masculino, conforme explica o delegado.
O CASO – No decorrer das investigações do caso de pedofilia foram identificadas, na semana passada, três vítimas do agente escolar: um menino de 12 anos, afilhado dele de comunhão, que sofreu abusos pelo período de um ano. Os meninos eram atraídos à casa do criminoso para usar seu computador em trabalhos escolares.
Depois de descoberto o primeiro garoto abusado, e contando com apoio de investigações via internet (orkut, sala de bate-papo, e msn), foi identificado um outro menino de 12 anos que conseguiu escapar do assédio do funcionário da escola. O homem lhe enviava mensagens pelo celular e oferecia de R$ 10 a R$ 20 para que tivessem contato sexual, mas a vítima teria recusado.
O terceiro menino identificado tem hoje 18 anos. Ele começou a ser abusado sexualmente pelo indiciado desde seus 14 anos e revelou ao delegado que recebia de R$ 50 a R$ 100 para satisfazer o pedófilo.
Antes de serem identificadas as vítimas, foi feita busca na casa do homem, onde foi encontrado farto material pornográfico, com conteúdo de sexo explícito. Em fotos e filmagens apreendidas o homem aparece em cenas de sexo oral e, ainda, suruba envolvendo crianças.









