Professores da rede estadual de ensino realizaram nesta sexta-feira, 6 de março, paralisação com mobilização em todo o estado de São Paulo. A principal atividade foi uma assembleia convocada pela APEOESP, que ocorreu às 16h no vão livre do MASP, na capital paulista.
O movimento teve caráter estadual e reúne professores de diversas regiões. Na região de Assis, vários professores aderiram à paralisação e foram até São Paulo para participar do ato.
Nilson Silva, presidente da Subsede Assis da APEOESP, afirmou que a maior parte das escolas da Unidade Regional de Ensino de Assis registraram até noventa por cento de docentes em paralisação.

Após semanas de debate nas escolas, a assembleia colocou a proposta em votação e aprovou a greve nos dias 9 e 10 de abril, chamada de Operação Braços Cruzados.
O movimento grevista planeja dialogar com professores, pais e mães, estudantes e funcionários sobre a importância das reivindicações frente ao governo paulista.
Após as deliberações, houve uma caminhada de milhares de professores até a Praça da República, onde ocorreu um ato unificado com servidores públicos e movimentos sociais.
A mobilização busca pressionar o governo estadual por avanços nas pautas da categoria e melhores condições para a educação pública paulista.
Entre as reivindicações apresentadas pelos professores estão:
- Reajuste do piso nacional no salário base e na carreira;
- Chega de abono complementar;
- Fim da escala 6×1;
- Fim da privatização e militarização das escolas;
- Retirada da Alesp do PL 1316/2025 (reforma administrativa da Educação);
- Não à “reorganização” escolar;
- Devolução do confisco de aposentados e pensionistas;
- Nenhum professor sem aula, nenhum estudante sem professor;
- Fim dos “faróis” punitivos e excludentes;
- Reabertura das classes fechadas;
- Aplicação correta da jornada do piso;
- Educação Especial inclusiva que atenda às necessidades de estudantes atípicos e com deficiência;
- Devolução do tempo de serviço descongelado (2020-2021).

