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Proibição de caudectomia e outros procedimentos aumenta sofrimento de animais domésticos, garante veterinário

[/left]O Conselho Federal de Medicina Veterinária publicou uma resolução que proíbe a amputação ou o corte parcial da cauda de cachorros para fins estéticos, a chamada caudectomia.

A resolução anterior apenas recomendava que a cirurgia não fosse feita. Em geral, a caudectomia é feita em raças como cocker spaniel, pinscher, poodle, pitbull, rottweiler e dobermann. O veterinário que sugerir ou fizer a técnica estará sujeito a um processo ético-profissional.

O veterinário José Ricardo de Oliveira explica que além da caudectomia, outros procedimentos também são proibidos.

“Não só a caudectomia, que é o corte da cauda, está proibida, mais sim também a conchectomia, que é o corte de orelha de cães, e outros procedimentos, que é a retirada das cordas vocais por parte do veterinário em cães e também a retirada da unha nos gatos para que isso torne os animais domésticos mais acessíveis para dentro de casa e consequentemente causando menos transtorno para o proprietário”, afirmou.

O profissional não concorda com a resolução e acredita que quando bem feito, os procedimentos cirúrgicos não maltratam os animais.

“Um procedimento cirúrgico realizado por médico veterinário, por profissional habilitado para isso, envolve um trans operatório, um pós-operatório também, ou seja, , são medidas que atenuam as dores causadas por procedimento cirúrgico, eu acredito que sendo bem feitos os protocolos cirúrgicos, não traria nenhum tipo de malefício para o animal”, justificou.

Para o especialista, a proibição da realização das cirurgias por profissionais, acaba resultando em procedimentos ilegais, realizados pelos próprios donos dos animais, e que acabam causando sofrimento ainda maior a cães e gatos.

“Aumentou o procedimento da caudectomia feito de maneira doméstica, caseira, porque a pessoa pega a ninhada, traz no veterinário e o veterinário vai dizer que não pode fazer o procedimento cirúrgico porque está proibido de fazer isso, então esse animal não vai ser submetido a um procedimento cirúrgico com anestesia e todos os procedimentos, ele vai para casa e o proprietário pega uma faca bem amolada e corta a cauda do animal”, lamentou.

José Ricardo afirmou ainda que constantemente atende animais com problemas infecciosos causados por procedimentos realizados ilegalmente.

“Animais que vem em ninhada para mim com infecções pós operatória, infecções pós procedimentos desses feitos em casa, a gente trata com frequência animal que vem com a cauda infectada, aberta, infeccionada, porque o proprietário cortou”, finalizou.

A prática de cortar a cauda de animais surgiu na antiguidade, quando eles eram usados em batalha e tinha como objetivo evitar ferimentos. Na Europa, a caudectomia já é proibida em muitos países. A Alemanha proíbe até mesmo a entrada de cães com a cauda amputada.

Proibição de caudectomia e outros procedimentos aumenta sofrimento de animais domésticos, garante veterinário

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