25 de Janeiro de 2022
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PF realiza operação contra tráfico internacional de drogas com mandados em Tarumã

Ação da Polícia Federal, denominada Lavaggio III, é mais um desdobramento da Operação Overload. São 4 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão. Foco é investigado que está foragido.

A Polícia Federal de Campinas (SP) faz uma operação na manhã desta quarta-feira (1) para colher provas do crime de lavagem de dinheiro envolvendo investigados por tráfico internacional de drogas no Aeroporto de Viracopos. Quatro mandados de prisão temporária e outros nove de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal da metrópole estão sendo cumpridos nesta manhã.

Ação, denominada Lavaggio III, é o 5º desdobramento da Operação Overload, que começou em outubro do ano passado para descapitalizar as organizações criminosas voltadas ao tráfico de drogas. O alvo é o investigado Osmar Martins Araújo, de 35 anos, e seus familiares e amigos, que moram em Campinas, Hortolândia (SP), Indaiatuba (SP), Vinhedo (SP), Tarumã (SP) e São Paulo (SP).

- Hortolândia: 1 mandado de prisão e 1 de busca e apreensão
- São Paulo: 1 mandado de prisão e 1 de busca e apreensão
- Campinas: 2 mandados de prisão e 3 de busca e apreensão
- Vinhedo: 1 mandado de busca e apreensão
- Tarumã: 2 mandados de busca e apreensão
- Indaiatuba: 1 mandado de busca e apreensão

Divulgação - Polícia Federal faz operação contra tráfico internacional de drogas por meio do Aeroporto Internacional de Viracopos. — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Polícia Federal faz operação contra tráfico internacional de drogas por meio do Aeroporto Internacional de Viracopos. — Foto: Polícia Federal/Divulgação


Presos
Segundo a corporação, dentre as prisões, um homem identificado como colaborador na lavagem de dinheiro foi detido no início da manhã.

Um segundo procurado se apresentou no fim da manhã, um homem de 51 anos que atuava na compra e venda de imóveis.

O alvo principal, Osmar Araújo, segue foragido. O quarto mandado de prisão é para a esposa de Osmar, de 31 anos, que também não foi localizada ainda.

Osmar chegou a ser preso em 2020 em uma casa de luxo em Indaiatuba, mas foi solto 30 dias depois porque o pedido de prorrogação da prisão temporária foi negado pela Justiça. Agora, ele é considerado foragido porque foi decretada a prisão preventiva dele.

O investigado é o principal apontado como responsável na articulação externa entre traficantes e integrantes do núcleo interno do aeroporto para colocar os entorpecentes em aviões. As remessas eram embarcadas para a Europa.

"Ele não só é traficante próprio, especifico da sua própria droga que ele colocava dentro do aeroporto, como ele também articulava com outros traficantes o uso dessa logística. Nós já detectamos aqui na Lavaggio III, em relação a esse alvo, a negociação de imóveis em Goiás "

A investigação da PF começou com a análise de documentos e informações de inteligência policial, e busca identificar bens que foram obtidos a partir das atividades criminosas e do uso de pessoas laranjas no esquema. Já foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada por Osmar, além da ocultação de valores obtidos no tráfico e compra e venda de imóveis.

Policiais militares do Baep de Campinas participam do cumprimento dos mandados nesta quarta-feira.

Operações interligadas

Operação Overload: constatou-se a existência de uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas operando a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos. Esquema envolvia empregados de empresas terceirizadas, de companhia aérea, integrantes das Forças de Segurança Pública e estrangeiros em solo europeu.

Em outubro de 2020, 32 pessoas foram presas temporariamente, por 30 dias. Foram apreendidos veículos e cerca de R$ 3 milhões. Após o prazo, os detidos foram liberados.

PF passou a analisar documentos e os materiais apreendidos para representar sistematicamente pela prisão preventiva de todos os envolvidos.

Operação AKE (2ª fase): sete mandados de prisão preventiva cumpridos em dezembro de 2020. Alvo eram os investigados que compunham parte da organização criminosa. Eles seguem presos.

Operação Lavaggio I (3ª fase): em fevereiro de 2021, ao menos 20 atos de lavagem de dinheiro foram identificados pela PF, e contabilizaram alienações de veículos e compras de imóveis (apartamentos, casas, chácaras), envolvendo familiares do investigado, terceiros e pessoas jurídicas. Sete ordens de bloqueio de imóveis em Campinas e Monte Mor somaram R$ 3 milhões. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Operação Airline (4ª fase): 18 mandados de prisão preventiva dos envolvidos e mais dois de busca e apreensão foram cumpridos em julho de 2021.

Operação Lavaggio II (5ª fase): no quarto desdobramento, em 25 de outubro deste ano, PF de Campinas cumpriu sete mandados de busca e apreensão no Mato Grosso e em São Paulo. Foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, além da aquisição de joias, relógios e veículos de luxo, além de apartamentos e empreendimentos imobiliários. Um dos foragidos foi encontrado e preso preventivamente.
G1
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