Na tarde deste domingo, 22 de junho, três mulheres foram presas em Assis acusadas de integrarem uma quadrilha especializada em fraudes bancárias, que vinha aplicando golpes em clientes da Caixa Econômica Federal. O grupo utilizava um esquema conhecido como “cartão retido”, com a instalação de adesivos falsos contendo números de telefone que simulavam a central de atendimento do banco, além de dispositivos nos caixas eletrônicos para reter os cartões das vítimas.
Segundo informações da Polícia Militar, o golpe consistia em induzir os clientes ao erro, fazendo com que ligassem para o número falso indicado nos adesivos. Durante a ligação, os criminosos conseguiam obter dados bancários e realizar saques e transferências indevidas.

Ainda na manhã deste domingo, uma tentativa semelhante de golpe foi identificada na agência da Caixa em Cândido Mota. De acordo com o portal O Diário do Vale, adesivos com as mesmas características dos utilizados em Assis foram encontrados nos terminais eletrônicos da agência local. A perícia foi acionada para investigar se os materiais têm relação com o grupo detido. As suspeitas presas negam participação na tentativa de Cândido Mota, e a investigação deverá confirmar ou descartar o envolvimento.
As prisões em Assis aconteceram em dois momentos, onde uma das mulheres foi detida em frente à agência da Caixa, enquanto as outras duas foram abordadas em um pedágio da região, dentro de um veículo. Com elas, os policiais encontraram diversos materiais relacionados aos crimes, como cartões de terceiros, celulares e uma quantia em dinheiro.
O caso ganhou repercussão também por um golpe ocorrido no dia 31 de março, e publicado pelo Portal AssisCity, quando um motorista de Assis, de 60 anos, teve um prejuízo de aproximadamente R$ 12 mil. Após uma contestação formalizada junto ao banco pelo advogado da vítima, Marcos Palma, o valor foi devolvido apenas no dia 6 de junho, após a confirmação da fraude.

Para o advogado Marcos Palma, o modo de operação da quadrilha indica a ação de um grupo organizado e itinerante, com histórico de atuação em outras cidades da região. “O modus operandi utilizado nesta ocorrência, com a afixação de adesivos contendo números de telefone falsos sobre os terminais eletrônicos, sugere a atuação de uma quadrilha especializada em fraudes bancárias, que visa induzir os clientes ao erro durante o uso de caixas eletrônicos”, destacou.
Marcos Palma também fez um alerta à população sobre a importância de uma resposta rápida diante de situações suspeitas. “O tempo é um fator crítico: é essencial que, diante de qualquer suspeita, o cliente entre imediatamente em contato com os canais oficiais de atendimento do banco e comunique de forma rápida as Polícias Civil e Militar. Essa resposta inicial pode evitar prejuízos e contribuir para a identificação dos responsáveis”, concluiu.
As suspeitas foram encaminhadas à Polícia Federal, onde foram autuadas por furto qualificado mediante fraude, em concurso de pessoas, com agravante por crime contra idoso.










