Dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) informam que Assis figura na última colocação no recebimento de emendas parlamentares em valores por habitante na região do Médio Vale do Paranapanema.

Os dados materializam o debate sobre a necessidade da eleição de um deputado da casa. Também questionam a articulação política assisense junto às lideranças nacionais, ao colocar a cidade em último lugar.

O recebimento de emendas, mesmo sem um representante local, envolve força dentro dos partidos, relações próximas às lideranças e reconhecimento como liderança regional, além da apresentação de projetos qualificados.

SEM DEPUTADO, SEM VERBA ABUNDANTE

A informação expõe as entranhas resultantes da falta de um deputado local e deveria desencadear uma autoanálise criteriosa na cidade dos três “S” sobre sua capacidade de articulação.

Uma autoanálise sobre o porquê de assisenses não conduzirem um levante regional de ruptura com deputados de outras regiões e se unirem em torno da eleição de um representante local que poderia promover muito mais avanços por ter como prioridade a sua base regional.

QUANTOS REAIS ESTÃO EM JOGO?

Cada deputado federal dispõe de cerca de R$ 37 milhões em emendas individuais obrigatórias. Entretanto, ao somar recursos de emendas de bancada e de comissão, o valor pode chegar a R$ 65 milhões anuais.

O que esse valor poderia promover na região? O forasteiro, é claro, atenderá primeiro sua base e, depois, as adjacências. Isso é um processo natural e mostra porque é necessário a ruptura desse ciclo.

OS DADOS

Considerando 2025 e 2026, Palmital, cidade cinco vezes menor que Assis em número de habitantes, recebeu R$ 646,18 por habitante, enquanto Assis registrou R$ 80,59, um valor oito vezes menor.

Também se destacam os municípios de Pedrinhas Paulista, com R$ 2.001,37, Cruzália, com R$ 1.115,85, e Florínea, com R$ 611,18 por habitante.

O resultado dessas cidades é fruto da capacidade de articulação política de seus líderes junto às lideranças nacionais e representa avanços nas políticas públicas para seus munícipes.

LIDERAR É SUFICIENTE?

As demais cidades que obtiveram valores per capita maiores devem ser elogiadas pela capacidade política que Assis não teve.

Entretanto, caso houvesse um deputado da região, o quanto esses valores poderiam ser ainda maiores, somados à boa atuação política desses líderes?

UNIÃO OU MIGALHAS

Se não houver audácia política para uma grande união regional em torno de uma liderança capaz de ser eleita, a região continuará incapaz de promover grandes transformações por não dispor de verbas.

E continuará tendo uma de suas principais fontes de emprego no agronegócio, que, segundo o IBGE, é um dos setores de menores salários, registrando média de R$ 2.863,59, frente à média salarial geral do Brasil de R$ 3.932,45.

Sem altos investimentos em infraestrutura, não haverá diversidade de emprego e a região continuará estagnada.

Portanto, é preciso união para eleger um representante ou uma representante capaz de promover o desenvolvimento do Vale e transformar-se em uma liderança política de nível nacional.

DADOS DISPONÍVEIS EM:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/06/25/quem-paga-mais-no-brasil-veja-o-salario-medio-no-seu-estado.ghtmlhttps://www.assiscity.com/assis-e-a-cidade-da-regiao-que-menos-recebe-em-emendas-parlamentares-por-habitante-aponta-levantamento/

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