19 de Julho de 2019
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Levantamento aponta 27 tipos de agrotóxicos na água de Tupã

Das substâncias, 11 estão associadas à doenças como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos e outras 16 são consideradas pela Anvisa, como extremamente ou altamente tóxicas.

Um levantamento feito com base em informações do Ministério da Saúde revelou que 27 agrotóxicos foram encontrados na água considerada potável, que abastece 1.396 cidades do Brasil, incluindo Tupã.

O estudo foi feito por jornalistas do UOL, com base nos anos de 2014 e 2017. Segundo aponta o dossiê, destas substâncias, 11 estão associadas a doenças crônicas, como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos e 16 são consideradas pela Anvisa, como extremamente ou altamente tóxicas.

Foram compilados dados de 854.140 testes realizados no Brasil inteiro de 2014 a 2017 por meio do Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano).

A reportagem diz que no país, uma a cada quatro cidades tem água considerável potável contaminada. Foram destacadas as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza (no Ceará), Manaus (Amazonas), Curitiba (Paraná), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Cuiabá (Mato Grosso), Florianópolis (Santa Catarina) e Palmas (Tocantins).

Ainda segundo a matéria, "embora se trate de informação pública, os testes não são divulgados de forma compreensível para a população, deixando os brasileiros no escuro sobre os riscos que corem ao beber um copo d’água”.

A falta de monitoramento também é apontada um problema grave, já que dos 5.570 municípios brasileiros, 2.931 não realizaram testes na sua água entre 2014 e 2017.

Agrotóxicos

Através do site www.portrasdoalimento.info é possível verificar a presença de agrotóxicos na água, a partir dos municípios. Em Tupã, foi apontada a presença de Alaclor, Atrazina, Carbendazim, Clordano, DDT + DDD + DDE, Diuron, Glifosato, Lindano Mancozebe, Permetrina e Trifluralina, entre outros. Cabe ressaltar que o uso de Glisofato foi considerado acima do limite considerado seguro na União Europeia.

Posicionamento da SABESP

Procurada pelo Tupacity, a empresa responsável pelo tratamento de água e esgoto de Tupã, SABESP, informou que os índices encontrados na água potável é residual e não é nociva à saúde humana.
Confira na íntegra o posicionamento da empresa:

A água fornecida pela Sabesp não está contaminada. A Companhia garante a segurança do abastecimento da população, por meio de testes diários realizados em laboratórios certificados pelos órgãos competentes. Sempre que necessário, para segurança da população, os testes são refeitos.

A legislação brasileira, do Ministério da Saúde, estabelece parâmetros seguros de substâncias encontradas na água conforme definições da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para controlar isso, são realizados 90 tipos de testes e mais de 90 mil análises mensais que aferem turbidez, cor, cloro, coliformes totais, metais, agrotóxicos, dentre outros.

Os relatórios de qualidade da água são enviados mensalmente ao Ministério da Saúde e também são disponibilizados às Vigilâncias Sanitárias dos municípios. Além disso, os clientes podem conhecer esses resultados na conta de água ou pelo site da Sabesp (www.sabesp.com.br).

Redação Tupacity.com
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