O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que Salatiel Fabrício Serra Brizzi, acusado de matar o produtor cultural Pedro Militino da Costa, de 61 anos, será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em Assis. A decisão de pronúncia foi proferida nesta segunda-feira, dia 25 de agosto de 2025, pela 3ª Vara Criminal da Comarca.

O crime aconteceu na noite de 27 de janeiro de 2025, quando Pedro saiu de casa, no bairro rural do Cervinho, após uma confusão envolvendo sua companheira, Bruna, e outras pessoas. No dia seguinte, 28 de janeiro, o corpo foi encontrado pela Polícia Civil dentro de seu veículo HB20, abandonado em um canavial a cerca de 500 metros de sua residência. A vítima apresentava graves ferimentos na região da cabeça, confirmados pelo laudo necroscópico como traumatismo craniano.

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Segundo a investigação da Polícia Civil, Salatiel teria perseguido Pedro após um desentendimento, invadido seu carro e desferido diversos golpes utilizando um bastão. O Ministério Público denunciou o acusado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima

O juiz destacou que Pedro foi surpreendido em situação que reduziu sua chance de defesa, tendo sido submetido a agressões violentas e repetidas na região da cabeça. Desde a época do crime, Salatiel se encontra foragido, com mandado de prisão preventiva em aberto.

Outras três pessoas também estão sob investigação

A Justiça determinou ainda que a Polícia Civil instaure inquérito específico para apurar a possível participação de outras três pessoas nos fatos relacionados ao homicídio. Segundo os autos, Salatiel teria ido até a residência da vítima acompanhado delas, munido de um taco de beisebol e um soco-inglês. O grupo teria feito ameaças, danificado o portão e cortado a energia da casa. Em seguida, Pedro saiu em perseguição ao veículo dos acusados, que terminou em uma estrada rural sem saída.

Carro da vítima em que o corpo foi encontrado – FOTO: Arquivo

Nesse local, Salatiel teria invadido o carro da vítima pela janela do passageiro e desferido diversos golpes na cabeça de Pedro, que morreu em decorrência de traumatismo craniano. Testemunhas apontaram ainda que uma mulher também teria agredido a vítima com um pedaço de pau, entregue por outra integrante do grupo. Após o ataque, os envolvidos fugiram, deixando Pedro agonizando dentro do veículo.

O julgamento

O processo tem como assistentes de acusação os advogados João Carlos Merlim e Marcos Palma, contratado por Bruna Rafaele Borges de Ramos, viúva da vítima, que acompanha o caso ao lado do Ministério Público.

Pedro Militino era de Paraguaçu Paulista e ficou conhecido em Assis por sua atuação cultural, trazendo espetáculos e organizando eventos. Em 2020, produziu o Tributo a Andrea Bocelli, que lotou o Teatro Municipal de Assis. Além da esposa, ele deixou dois filhos e três netos.

Embora a decisão judicial aponte indícios suficientes para o julgamento do réu pelo Tribunal do Júri, não há data marcada para a sessão de julgamento.

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