Na manhã desta terça-feira, 24, na contagem do docente Lucas Osório, aproximadamente 200 alunos da Rede Estadual de Ensino juntamente com alguns professores fizeram uma manifestação pacífica na Praça da “Paróquia da Catedral do Sagrado Coração de Jesus” , em prol da greve desta categoria que perdura desde o último dia 13.

A greve dos professores se dá pela lotação das salas de aula que possuem até 100 alunos, em contraponto com o fechamento de mais de 3.000 classes, além do piso salarial que não corresponde à realidade dos profissionais que têm o Ensino Superior, além da falta de tempo para preparar as aulas e atualização.

Os alunos da E.E. Profª Leny Barros da Silva estavam na manifestação juntamente com outros estudantes de outras escolas da cidade, entretanto, os da escola referida representavam a maior quantidade. Na semana passada os alunos também realizaram o ato em defesa da causa docente.

O aluno Edson Franco Júnior, 16 anos, da E.E. Prof.ª Leny Barros da Silva, relata que os discentes estão apoiando o movimento grevista dos professores por conta do caos educacional.

“Não há ventiladores nas salas, os computadores do Programa “Acessa São Paulo” não funcionam, quando funcionam é somente em meio período, a biblioteca da minha escola está fechada. Além disso, gostaria de frisar que o nosso movimento é livre, existem pessoas que têm seus partidos políticos, mas acima de tudo o nosso lema é a luta apartidária pela Educação”, diz Edson.

” O nosso movimento é legítimo. Em cada escola há um programa de greve. Os alunos e os professores aos poucos estão aderindo. Estamos nos mobilizando pelo Whatsapp e Facebook. A educação não pode continuar neste caos, os nossos pais estão se sensibilizando”, explica Ava Petreski, aluna da E.E. Prof.ª Leny Barros da Silva, 15 anos.

De acordo com o docente Lucas Osório, na última sexta-feira, 20, na Avenida Paulista cerca de 30.000 professores se reuniram para o manifesto contra o Governo Estadual.

“Na próxima sexta, 27, vamos para São Paulo de novo para lutar por nossos direitos, para provar ao governador Geraldo Alckmin que nesta dramaturgia somos os atores principais, afinal ele disse que todo ano fazemos uma novela. Estamos conversando com os pais dos alunos para que autorizem os filhos a irem irem conosco para a capital”, diz Lucas.

Para Lucas, muitas pessoas distorcem o movimento de greve dos professores. Ele acredita que o grupo formado por alunos em prol dos docentes que se chama “Movimento Secundarista” possui legitimidade e deve receber respaldo dos pais e da sociedade.

“O nosso movimento não é ocioso, ou seja, não deve ser reprimido”, frisa.

O ato dos alunos na semana passada foi criticado por alguns setores da sociedade de que houve baderna, sobre isso o docente Vinícius Costa e Souza explica.

“Os alunos estão confinados nas escolas que se assemelham a presídios, sendo vítimas de um panorama social que os reprime. Desse modo, têm todo o direito de se manifestar, no caso das bombas, foi errado sim, mas em alguns casos se sucede pela repressão e pela falta de espaço, no qual a polícia ou mesmo a sociedade reprime”, diz.

De acordo com Lucas Osório estão programadas mais ações de greve para mostrar para a sociedade o motivo do movimento grevista.

Confira abaixo a programação:

• Assembleia em frente ao saguão de Letras na UNESP de Assis, na quarta-feira, 25, às 18h30;

• Passeata às 10h na quinta-feira, 26, na Praça da Mocidade ;

• Sexta-feira, 27, viagem a São Paulo no ato na Avenida Paulista.

Alunos e professores se reúnem na Catedral de Assis em prol da Educação

Docente Lucas Osório

Alunos e professores se reúnem na Catedral de Assis em prol da Educação

Alunos e professores se reúnem na Catedral de Assis

Share.
???? Participe do canal do Assiscity no WhatsApp na região

NOSSOS COLUNISTAS