O Índice Brasileiro de Privação divulgado em dezembro de 2020 pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) mostra Assis na 66ª posição no ranking estadual das cidades com menos privação, o que indica baixo índice de desigualdade social.
O índice leva em conta os níveis de privação material da população em cada um dos mais de 5,5 mil municípios do país e tem classificação nacional, estadual e regional.
A cidade apresenta ainda boa colocação nas outras classificações, como no ranking nacional que ficou em 176ª posição. Já no ranking da região Sudeste, a cidade ocupa a 75ª posição.
São considerados fatores para avaliação o percentual de pessoas analfabetas com mais de sete anos, percentual de pessoas com renda per capita abaixo de meio salário mínimo e percentual da população vivendo em habitações inapropriadas.
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Municípios paulistas com melhores colocações são Santos (4º lugar do Estado), São José do Rio Preto (14º), São Carlos (15º), Araraquara (17º), Franca (23º), Jaú (24º), Bauru (25º), Birigui (26º), Presidente Prudente (35º), Araçatuba (39º), Barretos (40º) e Lins (54º) e Marília (59°).
Veja a colocação de outras cidades da região no ranking estadual: Palmital (242º), Paraguaçu Paulista (269º), Cândido Mota (288°), Tarumã (289°), Maracaí (312º) e Pedrinhas Paulista (348º).
O Índice Brasileiro de Privação, desenvolvido por pesquisadores do Cidacs e da Universidade de Glasgow, na Escócia, é capaz de medir as desigualdades sociais no Brasil.
O estudo mostra que a maior parte dos municípios com altos níveis de privação material está nas regiões Norte e Nordeste.
Por outro lado, as cidades com menor nível de privação no Brasil estão nas regiões Sul e Sudeste. As capitais nordestinas também apresentam um nível de privação menor em relação aos municípios do interior dos seus respectivos estados.
Metade das pessoas do Nordeste e 40% no Norte habitam em áreas com maior privação, enquanto, 30% das pessoas do Sudeste e 33% das que vivem no Sul estão em áreas com menor privação.
Diversas são as possibilidades de uso e potencialidades do IBP. No nível municipal, a privação material pode ser correlacionada aos indicadores de saúde com dados do Sistema Único de Saúde.
Algumas análises prévias mostram que a taxa de internação por condições sensíveis à atenção primária em crianças menores de um ano é maior nas áreas de maior privação, bem como as taxas de internação por gastroenterites também com crianças menores de um ano.
Por outro lado, a taxa de leitos hospitalares por mil habitantes é maior nas áreas com baixo nível de privação.










