
A Casa Transitória Manoel Chaves completará no mês de outubro um ano de fundação em Paraguaçu Paulista. O local é destinado ao atendimento de migrantes que estão em na cidade, oferecendo pouso, higiene pessoal e alimentação.
De acordo com o presidente fundador da entidade, Roberto Marques, o objetivo principal da instituição é oferecer dignidade para essas pessoas.
“É dar uma noite digna aos nossos irmãos que estão caídos, esses irmãos que vem pelas estradas, vem de Assis, Marilia, várias cidades, pousam aqui e recebem todo o tratamento, inclusive nós encaminhamos para médicos e no outro dia cedo eles tomam o seu cafezinho aqui e seguem sua viagem”, destacou.
O idealizador da instituição explica ainda que muitas pessoas confundem o trabalho realizado na Casa Transitória, acreditando que a finalidade seja a retirada de mendigos das ruas. Ele esclarece que essa não é a intenção do local.
“Muitas pessoas acharam que nós íamos resolver o problema desse pessoal de rua, a coisa é totalmente diferente, a maioria são pessoas que estão na droga, a maioria deles tem família aqui, é que a família deles jogam para fora, agora aqui ( na Casa Transitória) não é para isso, infelizmente não é, e também eles não tem interesse em vir aqui porque nós temos o regulamento aqui, regimento interno, estatuto, nós temos uma diretoria devidamente formada, nós temos aqui a Carta Registrada do ministério da Fazenda, nós temos CNPJ, pagamos imposto de renda, quer dizer, a casa está totalmente regularizada perante as autoridades competentes”, detalhou Marques.
Desde que foi aberta ao atendimento, em outubro do ano passado, a Casa Transitória Manoel Chaves já abrigou um grande número de pessoas. O fundador da entidade fala sobre os serviços oferecidos.
“Completou um total de 128 pessoas, entre homens e mulheres, então eles chegam recebem orientação da casa, são encaminhados para o banho, depois nós fornecemos a janta, que é uma sopa que já está pronta e só é esquentada, então eles tomam quanto quiser de sopa, tem pão, tem refrigerante, então eles comem e após isso eles ficam por aqui vendo televisão e as nove horas da noite, pelo regulamento da casa, o monitor encaminha eles até o dormitório, tranca sua porta para o lado de fora e fica só um buraquinho, e a noite se eles precisam de alguma coisa eles falam pelo buraquinho e o monitor atende eles durante a noite, mas normalmente eles chegam muito cansados e na realidade dá pena de ver como é que eles chegam”, explicou.
Marques esclareceu ainda que o local não oferece abrigo apenas para andarilhos. Segundo ele, qualquer pessoa que estiver de passagem pela cidade e precisar de um pouso, pode procurar a Casa Transitória que será bem atendido. No loca, eles passam a noite e vão embora no dia seguinte.
Quem quiser contribuir com a Casa Transitória pode realizar doações de roupas, aparelhos eletrodomésticos, alimentos e dinheiro. Também é possível tornar-se um sócio contribuinte, através do pagamento mensal de um carnê emitido pela instituição.













