13 de Agosto de 2020
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Parque Buracão: privilégio em ter um parque no meio da cidade

COLUNISTA - Arildo Almeida

Na última sexta-feira, dia 5, comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente. Durante toda a semana, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com a FEMA TV, realizou uma série de reportagens e entrevistas de como podemos melhorar nossa relação com a natureza. E pensando nessa relação, vemos o privilégio que tem nossa cidade por ter tantos parques: o Eco Lago (antigo Horto Florestal), o Parque Ângelo Ceola (Jardim Paraná), o San Fernando Valley (perto da Chácara Bela Vista), o Parque da Juventude, que fica ao lado de outro parque, o Buracão, e o Eco Parque (ao lado da Rodoviária e que deve ser inaugurado ainda esse ano).

Os seis parques são extremamente importantes e relevantes. Mas hoje, quero destacar o Parque Ecológico ‘João Domingos Coelho’, mais conhecido como Parque Buracão, que em 1º de julho chega a sua maioridade e completa 21 anos. E por que falar dele? Porque o Parque Buracão é a prova de que a natureza pode ser recuperada, sim.

O apelido Buracão surge no início do século XX, quando uma enorme erosão aumentava a cada dia na região central da cidade. Isso aborrecia a população do entorno, porque além do buraco engolir ruas e até casas, o lugar era sujo, atraia insetos, ratos e outros animais que transmitem doenças. Os políticos diziam que iriam tratar da erosão, mas não era uma prioridade, a cidade precisava de outras coisas. Na década de 50, nasce a ideia de transformar o buraco em parque; em 70, é desenvolvido o projeto, mas foi só nos anos 90 que ele saiu do papel e o buracão virou um parque ecológico. Hoje, a antiga erosão é tomada de árvores, pássaros e de pessoas que desfrutam desse espaço tão agradável e acolhedor e que fica no meio de ruas, avenidas e casas.

O Parque Buracão é um grande complexo de lazer. Lá tem quadras poliesportivas e outros equipamentos esportivos e de recreação, um Jardim Sensorial (para ter contato com o meio ambiente por meio dos cinco sentidos - tato, olfato, visão, audição é paladar), um córrego e muita grama para fazer piquenique ou apenas apreciar a paisagem. Tem ainda o Museu de Arte Primitiva, que abriga obras da arte naïf, um orquidário e a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, que concentra grupos que gerenciam programas de recuperação e manutenção do meio ambiente e a política de resíduos sólidos urbanos do município. Ou seja, o que era um grande problema se transformou num lugar de lazer e cultura.

Poucas cidades têm a oportunidade de ter parques. Poucos cidadãos têm o privilégio de ter uma mata no meio da cidade, cercado por ruas e avenidas. Assis tem o Parque Buracão, um espaço público que tem identidade com a cidade, que pode acolher um grande número de pessoas em diferentes áreas, que transmite boas energias e que é a prova de recuperação da natureza.


Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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