A obesidade cresce no Brasil e a procura pela solução vem quando o problema já é grave.

A Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo, abriu um programa de cirurgia de redução do estômago gratuita e apareceram quase dois mil candidatos. O horário de inscrição teve até que ser esticado, para que todos pudessem fazer o cadastro.

A Unicamp informa que a fila de espera chega a quatro anos e que já existem outras duas mil pessoas aguardando a cirurgia.

São selecionadas aquelas consideradas obesas mórbidas, que têm índice de massa corporal igual ou maior que 40. Esse índice baixa para 35 se houver doença grave associada, como hipertensão, diabetes, ronco exagerado e síndrome metabólica.

O coordenador desse serviço, o gastro cirurgião Elinton Adami Chain, informa que o obeso mórbido corre o risco de viver 15 anos menos, por causa das complicações do excesso de peso e gordura.

Mesmo com o procedimento, 10 por cento dos que fazem a cirurgia voltam a engordar , por falta de preparo psicológico e dificuldade de se adaptar com as atividades físicas diárias.

O cirurgião informa que os pacientes precisam passar por acompanhamento médico pelo resto da vida, para controle de alimentação e psicológico.

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