28 de Janeiro de 2021
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Na reta final para o Enem, especialista dá dicas de como preparar uma boa redação

Atenção à estrutura e ao repertório é um dos principais pontos mencionados pelo professor e autor do Sistema de Ensino pH Thiago Braga

Para mais de 6 milhões de brasileiros, as comemorações do fim de ano virão acompanhadas dos últimos preparativos para o Enem 2020, que teve seu calendário de provas postergado para os dias 17 e 24 de janeiro em decorrência da pandemia de Covid-19. Além de ficarem focados no conteúdo da prova, já no primeiro fim de semana os alunos devem estar preparados para escrever uma boa redação dissertativa-argumentativa.

Buscando auxiliar no processo de revisão e treino da escrita, o professor de redação e autor do Sistema de Ensino pH Thiago Braga orienta como direcionar a revisão para a redação e produzir um texto com todas as competências exigida pelos avaliadores do Inep.

Revise com o auxílio de um professor

Na reta final, é importante que o candidato continue a trabalhar a escrita, mas sempre com algum tipo de acompanhamento. "O aluno precisa buscar na escola alguém que conheça os critérios de correção da banca porque ele precisa escrever e ser corrigido dentro desses critérios para que visualize os erros e progrida nas produções”, comenta Braga. Para quem já concluiu o Ensino Médio, "hoje em dia existem também diversos sites e plataformas que auxiliam nesse processo.”

Esteja atento aos formatos valorizados pela banca

Além de saber escrever um texto dissertativo-argumentativo, é preciso que os candidatos busquem bons exemplos de redações e se atentem à estrutura. "O Enem nunca deu nota mil para uma redação com cinco parágrafos. Então, é importante manter os quatro parágrafos separados em introdução, desenvolvimento e conclusão e se preocupar com as funções de cada um deles”, afirma o professor.

Ao escrever o texto, a introdução precisa apresentar o tema e uma tese do aluno. Os dois parágrafos de desenvolvimento devem ter argumentos fundamentados, sustentando a tese apresentada no início na produção. "É o momento de apresentar as causas e consequências do problema de modo a mostrar para o leitor sua relevância na sociedade”, completa.

Por fim, a conclusão precisa apresentar uma proposta de solução. Thiago ainda reforça que o estudante pode treinar esse modelo de uma forma mais ousada. "Já na introdução, fazer menção a um fato histórico, a uma música ou a um livro, por exemplo, e retomar essa mesma referência na conclusão de modo a criar um texto circular, criando aí um elo coesivo, que é muito valorizado pela banca”.

Treine a boa utilização de repertórios

Entre as competências avaliadas na redação, demonstrar conhecimento por meio de referências e domínio de conceitos é muito bem visto. Os alunos devem praticar a melhor forma de fazê-lo fugindo das armadilhas, como a utilização de um repertório clichê. "Frases como ‘violência gera violência’ são muito comuns e não trazem efetivamente riqueza para o texto. Um repertório bem utilizado é um repertório original e adequado ao tema em discussão.”

Utilize a tecnologia a seu favor

Com a experiência das aulas não presenciais, o contato com a tecnologia se intensificou entre os jovens, o que teve consequências positivas e negativas no decorrer do ano. Para as últimas semanas de preparação, o professor afirma que esse processo pode ser benéfico para ter um contato ainda maior com informações no geral e, desta forma, reunir um repertório ainda mais diverso para a redação. "Se o aluno viu uma série, um documentário ou ouviu uma música, isso faz parte da bagagem cultural e ele consegue associar isso de forma produtiva na prova.”

Esteja atento à pandemia e ao tema da redação

Não é característica do Enem trabalhar assuntos muito recentes, sendo assim, é pouco provável que o tema da redação esteja relacionado à pandemia do novo coronavírus. No entanto, os estudantes devem se preparar para utilizar a conjuntura atual como repertório. "Se cair um tema como violência doméstica ou violência contra crianças e adolescentes, dois tipos de violência que aumentaram durante a pandemia, é obrigatório que o aluno traga essa percepção do ano que ele viveu mesmo que o tema não fale diretamente do coronavírus”, conclui.
Divulgação
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