Na tarde desta quarta-feira, 3, familiares e amigos de um jovem de 21 anos estarão em frente ao Fórum da Comarca de Assis para realizarem um protesto em sua defesa, enquanto acontece a audiência de instrução do jovem que tem início às 14h30.

Os familiares estão organizados e confeccionaram camisetas com a foto do rapaz e a frase “Wytor é inocente, queremos justiça”.

“Nós queremos fazer algum barulho para mostrar que não esquecemos. Nós temos certeza que o meu primo é inocente e iremos insistir nisso até que ele seja solto. Serão ouvidas as testemunhas e saberemos o que vai acontecer com ele”, afirma Jéssica Oliveira, prima do rapaz.

O jovem está preso desde o dia 27 de abril e se encontra no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Assis, onde aguarda o julgamento.

Relembre o caso

A família do jovem busca provar na Justiça que ele foi preso injustamente, acusado de praticar um assalto.

De acordo com Jéssica Oliveira, prima do jovem, o assalto ocorreu por volta das 6h45 do dia 26 de abril, em uma casa no Bairro Santa Cecília. Os bandidos entraram armados e ameaçaram uma mulher.

“O assalto foi às 6h45 da manhã, sendo que às 7h ele estava saindo de casa para ir trabalhar. Temos imagens dele passando de bicicleta com o amigo a caminho do serviço. Nunca vi bandido que assalta às 6h45 e vai trabalhar às 7h”, afirma.

Jéssica tem divulgado nas redes sociais relatos de indignação sobre a prisão do primo e inclusive, um vídeo que, segundo ela, mostra ele e um amigo, às 7h22 do mesmo dia a caminho do trabalho.

“No dia 27 de abril, por volta das 16h, a Polícia Militar prendeu meu primo enquanto ele trabalhava em uma marcenaria da cidade. Os policiais fizeram uma busca na casa dele e não encontraram nada. Foi quando eles entraram na minha casa, que fica nos fundos, e acharam um capacete que supostamente teria sido usado por ele, sendo que o capacete era meu”, explica.

Os familiares foram até a Central de Polícia Judiciária de Assis buscar informações a respeito da prisão do jovem.

“Lá eles informaram que o meu primo já tinha sido levado para a Cadeia Pública de Lutécia e que a vítima já o tinha reconhecido. O que a gente quer saber é como isso foi feito, pois no Boletim de Ocorrência não tem nenhuma característica física do assaltante, mas sim que ele usava uma blusa preta”, complementa.

O advogado da família, Sérgio Afonso Mendes, apresentou documentos em juízo que podem provar a inocência do jovem. “Nós acreditamos que ele está sendo vítima de uma confusão. Temos alguns documentos que demonstram que ele não pode ser o autor do crime”, afirma.

Na época, o delegado responsável pelo caso disse que não houve nenhum engano no caso e que as vítimas tinham reconhecido o jovem.

“As duas vítimas reconheceram os indivíduos e a Justiça emitiu um mandato de prisão, que foi cumprido pela Polícia Militar. Para o juiz emitir um mandato, é necessário que haja provas contundentes. Apesar da família alegar a inocência, não há nenhuma prova contrária”, concluiu o delegado na época.

Família de jovem preso em Assis faz protesto nesta quarta-feira, 3, em frente ao Fórum

Roseneide de Oliveira, tia do rapaz

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