
Gerente-geral da agência local da Caixa Econômica Federal, Carlos Alberto Takei
A decisão do Banco Central na quarta-feira em cortar o juro básico da economia em 0,5 ponto porcentual para 8,5% ao ano, o menor patamar da história, foi bem vista por gerentes de agências bancárias. Foi a sétima redução da Selic. Com a decisão unânime do Copom, o gatilho da nova regra da poupança foi acionado. Desde ontem, o rendimento das cadernetas será de 70% da Selic mais variação da Taxa Referencial. A mudança não afeta as poupanças antigas.
De acordo com o gerente-geral da agência local da Caixa Econômica Federal, Carlos Alberto Takei, a decisão do Banco Central traz reflexos na redução de juros tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. “Os bancos, na verdade, vão seguir a tendência da redução de juros básicos da Selic”, afirmou.
Takei lembra que várias linhas de crédito da Caixa têm sofrendo redução na taxa de juros, e isso acaba tendo reflexo para os clientes de uma forma em geral, assim como à população. “De uma forma geral, mais este corte de juros oportuniza a todas as pessoas físicas ou jurídicas têm acesso ao crédito”, ressaltou.
Takei afirmou que a maior oferta de crédito oferece, aliado a uma menor taxa de juros, acirra a concorrência entre todos os setores da economia. “Com certeza, todas os grandes magazines, sabendo que vai haver mais dinheiro no mercado, vão reduzir também os juros nas mercadorias para fazer com que haja um giro maior dos produtos”, prevê.
O gerente diz também que seguindo toda tendência, deverá haver novas quedas nas taxas de juros pelo Banco Central em função da crise internacional. “Na verdade, o Banco Central ao reduzir a taxa de juros procura aquecer a economia do País, aumentando o consumo, fazendo frente a uma possível crise que paralisaria toda a economia brasileira”, salientou.
Ele disse ainda que a partir de agora é acionado o gatilho para a poupança que passa a ser de 70% da taxa básica. Ele disse que este novo mecanismo criado pelas autoridades econômicas, pouco tem alterado a aplicação das pessoas neste setor. Em sua visão, a poupança continua sendo bastante atrativa para as pessoas. “A diferença é muito pequena e a tendência é que as pessoas continuem aplicando na poupança”, afirmou.
POUCA ALTERAÇÃO – Em entrevista concedida ao jornal “Assocana”, edição de maio/2012, a gerente da Cooperativa Credicana, Ilze Spitzer Simões, a política de redução nas taxas de juros provoca pouca alteração nas operações com instituição financeira.
No caso dos aplicadores, segundo Ilze, a Credicana não cobra a taxa de administração. “Isso faz com que o rendimento seja maior, mesmo que comparado com a poupança”, conta. “O pagamento é de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário)”, explica.
Para os tomadores de empréstimos, Ilze esclarece que a maioria das operações já é vinculada ao CDI, que tem a Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) como balizadora. Assim, toda vez que o governo baixar a taxa Selic, automaticamente os juros dos contratos acompanham a queda. “O cooperado não precisa trocar o contrato”, garante Nilza.
Sergio Vieira
Foto: Lucio Coelho










