A apuração realizada pelo Portal AssisCity teve acesso a documentos que revelam novos detalhes da investigação da Operação “Veritas Vincit”, da Polícia Civil, que apura as ameaças sofridas pelo vereador Fernando Sirchia , presidente da CPI dos Combustíveis da Câmara Municipal de Assis.
As informações mostram como a investigação evoluiu desde a prisão do executor material do crime até chegar ao ex-secretário municipal de Planejamento, Obras e Serviços, Leandro Gonçalves Gabrigna, preso temporariamente na segunda fase da operação, e, posteriormente, aos servidores Wagner Fernando Eugênio Binati e Matheus Henrique da Cunha Felício, presos na terceira fase da investigação.
Executor confessou ter recebido R$ 3 mil
Conforme apurado pelo Portal AssisCity, o executor material da ação, André Victor de Pereira Moraes, preso no dia 7 de julho, em São Paulo, confessou ter sido o responsável por abordar o vereador Fernando Sirchia na tarde de 23 de março deste ano.
Durante depoimento prestado à Polícia Civil, André afirmou que recebeu R$ 3 mil para intimidar o parlamentar. Segundo a investigação, ele foi contratado para abordar o vereador utilizando uma arma de fogo.
Investigação chegou ao reeducando que trabalhava na Secretaria de Obras
A partir da prisão de André, a investigação avançou até Eduardo Santos Góes, reeducando que prestava serviços na Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços e que também foi preso durante a segunda fase da Operação “Veritas Vincit”, juntamente com o então secretário Leandro Gabrigna.
Segundo a apuração do Portal AssisCity, Eduardo admitiu aos investigadores ter intermediado a contratação de André Victor de Pereira Moraes.
Wagner e Matheus passaram a ser investigados
Em seu depoimento, Eduardo afirmou que Wagner Fernando Eugênio Binati, conhecido como “Vagnão”, foi quem lhe pediu para encontrar alguém que pudesse “dar um susto” em uma pessoa que estaria “enchendo o saco“.
Ainda conforme apurado pela reportagem, Eduardo informou a Wagner que André cobraria R$ 3 mil para executar a ação. O valor teria sido aceito e Eduardo declarou ter recebido R$ 500 pela intermediação.
Ainda conforme as informações obtidas pelo Portal AssisCity, André relatou que Matheus Henrique da Cunha Felício participou do primeiro encontro em que a ação foi discutida.
Segundo a apuração, nessa reunião foram tratados o pagamento ao executor, o emprego de arma de fogo durante a abordagem e a orientação para que fosse efetuado um disparo contra o pé ou a perna do vereador Fernando Sirchia caso ele oferecesse resistência.
Justiça decretou prisões por 30 dias
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça decretou a prisão temporária de Wagner Fernando Eugênio Binati e Matheus Henrique da Cunha Felício pelo prazo de 30 dias.
Segundo a apuração do Portal AssisCity, o magistrado entendeu que há fortes indícios da participação dos investigados e que a prisão é imprescindível para o prosseguimento das investigações.
Além das prisões, também foram autorizados mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, bem como o acesso ao conteúdo dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos.
Celulares foram apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos um telefone celular Motorola pertencente a Wagner Binati e um aparelho Samsung de Matheus Henrique da Cunha Felício. Os equipamentos serão submetidos à perícia e passam a integrar o conjunto de provas analisado pela Polícia Civil.
Após o cumprimento das medidas judiciais, ambos passaram por exame cautelar no Instituto Médico Legal (IML) e permaneceram custodiados à disposição da Justiça.
Operação continua
A Operação “Veritas Vincit” segue sob segredo de Justiça. A Polícia Civil continua analisando o material apreendido ao longo das três fases da investigação para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar eventuais coautores e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.
Até o momento, a operação já resultou nas prisões temporárias do executor André Victor de Pereira Moraes, do ex-secretário municipal Leandro Gonçalves Gabrigna, do reeducando Eduardo Santos Góes e dos servidores Wagner Fernando Eugênio Binati e Matheus Henrique da Cunha Felício.
O Portal AssisCity mantém espaço aberto para manifestação das defesas de todos os investigados citados. Caso haja posicionamento, esta reportagem será atualizada.










