A Polícia Civil de Ourinhos aguarda o resultado de exames periciais para confirmar se o corpo encontrado no Rio Paranapanema, em Salto Grande, pertence à jovem Gabriély Miklaely Gomes Oliveira, de 21 anos, desaparecida desde o dia 9 de junho. As informações são do G1.

De acordo com a investigação, a principal hipótese é de que o corpo seja da jovem, embora a confirmação oficial ainda dependa do exame necroscópico e de outros procedimentos de identificação realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Ourinhos.

Gabriély Miklaely Gomes Oliveira, de 20 anos — Foto: Reprodução

Segundo familiares, Gabriély saiu de casa no dia 9 de junho e não retornou. O desaparecimento foi registrado em boletim de ocorrência no dia 14 de junho, cinco dias depois.

Corpo estava em avançado estado de decomposição

O delegado João Beffa, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, informou que o corpo foi localizado no dia 10 de julho, aproximadamente um mês após o desaparecimento da jovem.

Conforme explicou, o estado avançado de decomposição dificultou o reconhecimento e a análise pericial inicial. “Já faz um mês do desaparecimento. Não dava bem para reconhecer o corpo, até porque os órgãos internos já estavam deteriorados. Não conseguimos nem dizer se havia marcas de violência”, afirmou o delegado em entrevista ao g1.

Apesar das dificuldades, o delegado informou que as características físicas do corpo são compatíveis com as de Gabriély, reforçando a principal linha de investigação.

Investigação aponta sequestro e agressões

As investigações começaram após testemunhas relatarem que a jovem teria sido sequestrada e levada até a margem de um rio.

Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime estaria relacionada ao suposto furto de dinheiro e drogas pertencentes a traficantes. A investigação aponta que três homens teriam participado da ação criminosa.

Ainda conforme o inquérito, Gabriély teria sido levada em um veículo branco até a margem do rio, onde foi agredida.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os policiais localizaram o veículo utilizado no crime em um dos endereços investigados. Em outros imóveis, foram apreendidos entorpecentes e aproximadamente R$ 3,9 mil em dinheiro.

Dois suspeitos presos e um terceiro foragido

Com a localização do corpo, a Polícia Civil reuniu elementos suficientes para solicitar a prisão temporária dos três investigados. Dois suspeitos já foram presos e permanecem detidos na Penitenciária de Cerqueira César. O terceiro investigado continua foragido.

Durante os depoimentos, os dois presos negaram ter matado Gabriély. Eles afirmaram apenas que agrediram a jovem e a deixaram no local, negando que tenham lançado o corpo no rio. “Os dois que foram detidos negam que tenham matado. Eles falam que bateram nela e deixaram ela lá”, declarou o delegado João Beffa.

Buscas mobilizaram equipes dos Bombeiros

Antes da localização do corpo em Salto Grande, a Polícia Civil realizou três operações de busca no Rio Pardo, em Ourinhos, com apoio do Corpo de Bombeiros.

Segundo o delegado, a principal hipótese é que o corpo tenha ficado preso entre galhos, pedras, cercas de arame e troncos existentes no leito do rio, sendo posteriormente levado pela correnteza até o Rio Paranapanema, em Salto Grande. “Ali no rio tem arame, porque a enchente passa, arranca uma cerca, tem tronco de árvore, tem pedra, tem uma galhada de árvore. Então esse corpo deve ter ficado enroscado ali. Depois, com o processo de decomposição, ele ficou mais leve e o corpo flutuou e foi parar em Salto Grande”, explicou João Beffa.

Identificação depende de exames

O corpo permanece no Instituto Médico-Legal de Ourinhos, onde passa por exames para confirmação da identidade. Inicialmente, a Polícia Civil tentou realizar a identificação por meio de registros odontológicos, mas o prontuário encontrado não continha informações suficientes para a comparação.

Também foi realizado um exame papiloscópico, utilizando impressões digitais coletadas do corpo.

Caso os resultados não sejam conclusivos, a identificação será feita por DNA. Para isso, material genético já foi coletado de uma filha e de uma irmã de Gabriély, permitindo a comparação genética que poderá confirmar oficialmente a identidade da vítima.

A investigação prossegue para esclarecer todas as circunstâncias do caso e localizar o terceiro suspeito apontado como participante do crime.

Com informações do G1

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