A Justiça revogou a prisão temporária da mulher de 45 anos, moradora de Assis, presa em fevereiro durante a Operação “Dark Trader” — investigação que apura um suposto esquema bilionário envolvendo organização criminosa de origem chinesa e suspeitas de ligação com a facção PCC. A informação foi confirmada com exclusividade ao Portal AssisCity pelo escritório Razaboni Advocacia, responsável pela defesa da investigada.

A assisense havia sido detida no dia 12 de fevereiro, durante ação deflagrada pelo DEIC — Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo —, em força-tarefa que reuniu a Polícia Civil, o Ministério Público e a Receita Estadual. As investigações apontavam a movimentação de mais de R$ 1 bilhão em apenas sete meses por meio de uma empresa de vendas online cujo proprietário é chinês. Na ocasião, foram cumpridos 23 mandados judiciais nos estados de São Paulo e Santa Catarina, entre ordens de busca e apreensão, prisões, sequestro de imóveis de alto valor, veículos de luxo e bloqueio de contas bancárias.

Defesa destaca cooperação desde o ínicio

Para os advogados Ricardo Bispo Razaboni e Ricardo Bispo Razaboni Júnior, a revogação da prisão reforça o que a defesa sustentou desde o primeiro momento: a investigada não possuía qualquer vínculo com a organização criminosa investigada. Segundo eles, a assisense exercia função estritamente operacional na empresa — registrada formalmente como vendedora, com carteira assinada —, sem qualquer poder de gestão, participação em decisões financeiras ou ingerência sobre as movimentações bancárias investigadas.

Os advogados Ricardo Bispo Razaboni e Ricardo Bispo Razaboni Junior, que trabalham na defesa da mulher presa em Assis – FOTO: Enviada ao Portal AssisCity

A defesa também ressaltou que, ao longo de toda a investigação, a cliente colaborou plenamente com as autoridades. Os advogados relembraram, ainda, que a própria circunstância da prisão revelava a ausência de comportamento ilícito: ao tomar conhecimento de que a polícia a procurava, a investigada compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos — sem que houvesse qualquer fuga ou resistência.

“Não se pode transformar uma funcionária em integrante de organização criminosa sem prova concreta de dolo”, destacaram os advogados em posicionamento anterior, argumento que norteou a estratégia da defesa durante todo o processo.

Demais investigados seguem presos

Apesar da decisão favorável à assisense, a Operação Dark Trader segue em andamento. Os demais investigados permanecem submetidos a prisão preventiva, o que indica que as apurações continuam em curso em relação à suposta estrutura criminosa.

O escritório Razaboni Advocacia informou que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas judiciais necessárias, reafirmando a convicção de que ficará demonstrada, de forma definitiva, a ausência de qualquer envolvimento da investigada com as condutas criminosas apuradas.

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