31 de Julho de 2021
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Manifestação pelo "Fora Bolsonaro" é realizada em Assis

Atendendo a convocação da FDSN - Frente em Defensa da Democracia e Soberania Nacional centenas de Assisenses descontentes com a forma de governo adotada pelo presidente Jair Bolsonaro participaram de passeata no centro da cidade de Assis como forma de manifestação pública repudiando as medidas que vem sendo adotadas pelo Governo Federal, particularmente as relacionadas ao combate da pandemia do Corona Vírus.

"A FDSN de Assis é uma organização criada com o objetivo de aglutinar as forças políticas da sociedade assisense contrárias ao governo Bolsonaro e replicar na cidade ações realizadas nacionalmente que denunciam os erros praticados pelos vários organismos do governo federal por determinação dos ministros sob orientação direta do próprio presidente. Participam desta frente vários Sindicatos, partidos políticos, ONGs, organismos estudantis e outras entidades da sociedade civil assisense", explica José Aparecido, um dos fundadores da FDSN de Assis e militante do PT.

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Cecília Penteado, integrante da Comissão de Comunicação da FDSN e membro da UJC explicou a necessidade da passeata neste momento: "ações como esta feita agora em Assis, estão sendo realizadas, neste mesmo 19 de junho em centenas de cidades do Brasil - mais de 400 grandes cidades confirmadas até hoje cedo, todas pedindo o Fora Bolsonaro".

A passeata iniciou-se na Praça da Catedral de Assis às 10 horas e seguiu pela avenida Rui Barbosa até a Praça Arlindo Luz. Durante o percurso um caminhão de som que ia à frente dos manifestantes reproduzia a fala de várias lideranças da sociedade local todas denunciando e criticando ações do governo federal. Ao final da passeata, como muitos participantes não se dispersavam os organizadores decidiram abrir o microfone aos interessados em se manifestar, convite que foi aceitos por vários ativistas.

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"Este governo, que não governa nada, que só sabe fazer deboche, piadinha sem graça sobre a morte de milhares de brasileiros está, com suas medidas, acabando com o serviço público. As reformas que apresentou, que trocam as contratações de servidores via concursos por indicações políticas e abrem as portas para a entrada de empresas particulares na gestão pública não afetam apenas os servidores mas todas a população", alerta, Carmen Righetti, falando em nome da Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. "imaginem o fim do serviço gratuito de saúde, o SUS. Como ficará nossa população", desafia.

Membro do poder legislativo assisense o vereador Fernando Sirchia, do PDT, elogiou a união das várias forças políticas que participaram da passeata e aproveita para denunciar que "este governo (federal) não é um governo democrático. Existem mais de 100 pedidos de impeachment colocados na Câmara dos Deputados e seu presidente - apoiado por Bolsonaro, se nega a coloca-los em votação no plenário. Não podemos continuar a ser governados por um presidente que coleciona crimes de responsabilidade e atenta contra a independência dos poderes".

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Pelo PSOL, Isabella Silva, que perdeu sua mãe para o covid 19 há duas semanas, discursou emocionada dizendo ao final que "estava ali não só por sua mãe, mas por todas as mães que se foram pela incompetência do governo em fazer chegar ao braço do brasileiro uma vacina que já existe e já imunizou boa parte do mundo".

Falando pelo PCB, Jacob Marissa, após denunciar o caráter fascista do governo, decreta que: "com o fascismo não há diálogo, não há conciliação. O fascismo se combate!", concluindo afirma que "a organização do poder popular é a única saída possível para esta crise".

Dando voz à comunidade LGBT, Maicon Wendrell, denunciou a violência sofrida por esta população, violência esta, que segundo ele, vem se agravando neste período de pandemia, ele pediu ainda, na sua fala, que "que levemos os argumentos apresentados neste ato para dentro de casa, para os locais de trabalho denunciando este governo", termina dizendo que "não dá para esperar 2022 para tirar o Bolsonaro: Fora Bolsonaro já!".

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