Um morador de Assis afirma ter sido prejudicado após repassar R$ 13.534,87 a um despachante localizado na R. Sebastião Leite do Canto para o pagamento do IPVA de seu veículo, uma BMW 320i M Sport Flex, e descobrir posteriormente que o tributo não havia sido quitado.
Segundo o proprietário, o valor foi transferido via Pix no dia 13 de janeiro de 2026 para a conta vinculada ao CNPJ da empresa responsável pelo serviço. O comprovante da operação mostra uma transferência de R$ 13.534,87 para a chave Pix cadastrada em nome da empresa contratada.
De acordo com o relato, o acordo firmado entre as partes foi que o despachante efetuasse imediatamente o pagamento do imposto junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). No entanto, ao verificar a situação do veículo meses depois, o proprietário constatou que o IPVA permanecia em aberto.
Ainda conforme a denúncia, o cliente acredita que o dinheiro destinado ao pagamento do tributo teria sido utilizado para outra finalidade. Diante da situação, ele afirma já ter ingressado com as medidas judiciais cabíveis para buscar o ressarcimento do prejuízo e a responsabilização do prestador de serviço.
O veículo envolvido é uma BMW 320i M Sport Flex, licenciada no Estado de São Paulo.
Orientação aos consumidores
O advogado que acompanha o caso orienta que proprietários de veículos sempre solicitem e guardem o comprovante oficial de quitação do IPVA após entregar recursos a terceiros para a realização do pagamento. A recomendação também é conferir, pelos canais oficiais do Detran e da Secretaria da Fazenda, se o débito foi efetivamente baixado.
Caso seja constatada qualquer irregularidade, a orientação é reunir toda a documentação, como comprovantes de transferência, conversas e recibos, e procurar assistência jurídica para adoção das medidas cabíveis.
O que diz o despachante
Após a reportagem entrar em contato com o despachante, ele afirmou que o não pagamento do IPVA ocorreu em razão de um bloqueio judicial em sua conta bancária e que, por esse motivo, não conseguiu efetuar o pagamento do tributo no prazo previsto.
O despachante disse ainda que já havia conseguido os recursos necessários para regularizar a situação e que pretendia quitar o débito “entre hoje e amanhã”.
O caso segue em apuração e poderá ser objeto de análise judicial. Por esse motivo, a reportagem optou por não divulgar, neste momento, o nome da empresa nem de seu responsável. Caso haja novos desdobramentos, a matéria será atualizada.









