Motoristas de caminhão que trafegam pela rodovia Rachid Rayes (SP-333), no trecho entre Echaporã e Marília, procuraram o Portal AssisCity para reclamarem da cobrança de eixo suspenso no pedágio da concessionária Entrevias, localizado no km 354, na praça P7, em Echaporã. Segundo os relatos, o sistema da praça estaria identificando como ativos eixos que permanecem suspensos, aumentando o valor da tarifa cobrada dos veículos de carga.

Um dos caminhoneiros ouvidos pela reportagem é Sidnei Oliveira da Silva, de 40 anos, que realiza frequentemente o trajeto entre Macatuba e Quatá, passando pelas regiões de Bauru, Marília e Assis. Ele afirma que o problema acontece de forma recorrente apenas nesta praça e que, em outros pedágios do mesmo percurso, os sensores reconhecem normalmente que o caminhão está vazio e com os eixos erguidos.

“Os outros pedágios das concessionárias EIXO e CART cobram corretamente. Só aqui o sensor identifica o eixo levantado. Acabam me cobrando quatro eixos, sendo que apenas três estão no chão”, relatou. As concessionárias mencionadas pelo motorista administram as rodovias Manílio Gobbi e Comandante João Ribeiro de Barros (EIXO-SP), além da Raposo Tavares (CART). Segundo ele, no mesmo dia e com o mesmo caminhão, passou por essas praças sem qualquer cobrança sobre eixos suspensos.

Comprovantes de cobrança de pedágio no mesmo dia e com o mesmo caminhão, mas com quantidade diferentes de eixos cobrados – FOTO: Enviada ao Portal AssisCity

De acordo com a tabela da Entrevias vigente da praça de Echaporã, o valor para caminhões de três eixos é de R$ 33,50 no pagamento manual, enquanto a cobrança para quatro eixos chega a R$ 44,70 — diferença de R$ 11,20 a mais por passagem.

Sidnei, que trabalha com transporte rodoviário há cerca de 13 anos, disse que o veículo estava completamente vazio no momento da passagem e que possui comprovantes de outras concessionárias mostrando a cobrança correta, com apenas os eixos em contato com o solo sendo contabilizados. “Eu cheguei a acionar a central de atendimento pelo 0800, mas fui informado de que não havia equipe técnica disponível para verificar o equipamento no local”, relatou

A principal reclamação dos motoristas é a falta de uniformidade entre os sistemas das concessionárias ao longo do mesmo percurso, o que, segundo eles, gera insegurança e prejuízo financeiro para quem passa pelo local com frequência. “Tem que existir um padrão. Se uma concessionária cobra certo, por que a outra está cobrando diferente?”, questionou o caminhoneiro.

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A reportagem entrou em contato com a Entrevias para solicitar posicionamento a respeito das cobranças e, por meio de nota, a concessionária informou “que a cobrança de eixos está amparada pela Lei Federal 13.193/2015 e na resolução conjunta SPI/SEMIL 001, de 4/9/2023. Se o veículo de carga em questão estiver com um MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) em aberto, a cobrança será aplicada com base no número total de eixos do veículo, independentemente de estarem tocando o solo ou não.

Todos os equipamentos instalados nas praças de pedágios da Entrevias recebem manutenção de forma permanente e temos técnicos de prontidão 24 horas por dia. Cabe ressaltar que este ano, não tivemos nenhum pedido de ressarcimento por cobrança indevida de eixo na praça de pedágio mencionada. Caso algum motorista identifique o erro na cobrança, poderá pedir o ressarcimento por meio do 0800.3000.333.

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