Desde o fim das antigas concessões, em 2021, o Paraná ficou sem cobrança de pedágio em diversas rodovias estaduais e federais. Mas essa realidade começa a mudar: a partir do segundo semestre de 2025, o trecho entre Londrina (PR) e Assis voltará a ser pedagiado. A praça de pedágio em Sertaneja, logo após a ponte sobre o Rio Paranapanema, será reativada como parte da nova concessão do Lote 3, que agora está sob responsabilidade da CCR PRVias.

A concessionária assumiu, desde o último dia 16 de maio, a gestão de 569 km de rodovias no Norte do Paraná, incluindo a BR-369, principal ligação entre Assis e Londrina. A cobrança do pedágio, no entanto, só poderá ser iniciada após a conclusão de obras iniciais de melhorias e vistoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com previsão de início no segundo semestre de 2025.

O contrato da concessão prevê um desconto de 26,6% sobre a tarifa básica em relação aos valores anteriores, embora os novos preços ainda não tenham sido divulgados oficialmente. No total, serão sete praças de pedágio no lote: Sertaneja, Ortigueira, Imbaú, Tibagi, Palmeira e, futuramente, Mauá da Serra e Tamarana.

Durante o período de concessão, a CCR deverá investir R$ 16 bilhões em obras como a duplicação de 132 km de rodovias, construção de 25 km de faixas adicionais, 24 km de ciclovias, 22 passarelas e dois pontos de parada para caminhoneiros. A estrutura de atendimento aos usuários já começou a funcionar, com 60 viaturas e bases operando 24 horas por dia.

Obras seguem na ponte entre Florínea e Sertaneja

Apesar de a CCR já estar operando o trecho paranaense da BR-369, a ponte sobre o Rio Paranapanema, na divisa entre Florínea e Sertaneja (PR), ainda passa por obras de manutenção realizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). A estrutura é um dos principais acessos entre o Oeste Paulista e o Norte Pioneiro Paranaense, sendo bastante utilizada por moradores da região de Assis que viajam em direção a Londrina.

As intervenções incluem recuperação de fissuras no concreto, substituição de juntas de dilatação, melhorias no pavimento, instalação de sinalização e defensas metálicas, além de pintura e limpeza. Segundo o DER-SP de Assis, trata-se de uma manutenção preventiva, sem risco estrutural, com previsão de término nos próximos dias, se o clima permitir.

Durante feriados prolongados, como os da Semana Santa e de Tiradentes, o trânsito no local chegou a registrar filas de até três horas devido ao sistema “Pare e Siga”. A ponte só passará a ser administrada pela CCR após o término da obra.

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