*por secretário geral, Fábio Escobar
Diante da sua incapacidade de promover ações e projetos que propiciem a retomada do desenvolvimento econômico e geração de empregos formais, o governo Bolsonaro apresentou ao Senado em novembro um pacote batizado como Plano Mais Brasil, que inclui três Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que impõem ainda mais retiradas de direitos sociais e trabalhistas. O objetivo do governo é direcionar mais recursos para o pagamento de juros da dívida pública, beneficiando banqueiros e rentistas.
Para o Sindicato dos Bancários de Assis e região, o pacote de medidas sufoca os investimentos do Estado e ataca mais uma vez os trabalhadores para beneficiar banqueiros e rentistas através da transferência de recursos de áreas essenciais para o pagamento de juros da dívida pública.
“É mais um passo em direção ao desmonte total do Estado brasileiro. É “Mais Brasil” para banqueiros e rentistas e menos Brasil para os trabalhadores, para a saúde e a educação”, critica o secretário geral, Fábio Escobar.
Para ele, o governo deveria focar no aumento da receita com uma política voltada para o crescimento econômico com inclusão social; controle das despesas financeiras, especialmente dos juros da dívida; combate à sonegação; reforma tributária que torne o sistema progressivo, com maior tributação sobre a renda e patrimônio, sobre grandes fortunas e redução dos impostos sobre o consumo; e garantia de recursos do pré-sal para ampliar investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, um dos 248 fundos públicos extintos pela proposta do governo seria o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que destina recursos para programas como o seguro-desemprego e abono salarial. Segundo o jornal, o governo de Bolsonaro reconhece que a medida deve encontrar resistência, principalmente por abrir caminho para a retirada de mais direitos trabalhistas.
“O governo Bolsonaro insiste em medidas que exigem sacrifícios da população, enquanto os mais ricos são poupados. A receita não cresce e como o governo não pode gastar mais, corta mais serviços dos pobres e não cria impostos para os mais ricos, taxação das grandes fortunas, como deveria fazer”, finaliza Escobar.










