A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Polícia de Palmital, deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 13 de novembro, a Operação “Chupa-Cabra”, voltada ao combate de fraudes bancárias praticadas em diversas cidades paulistas. O nome faz referência ao dispositivo instalado pelos golpistas em caixas eletrônicos para reter cartões de clientes e facilitar os crimes.

As investigações começaram após o registro de uma ocorrência em 21 de setembro de 2024, em Palmital, e revelaram a existência de uma associação criminosa organizada e itinerante, formada por sete integrantes. O grupo é apontado como responsável por aplicar o chamado “golpe do chupa-cabra” em cidades como Adamantina, Cândido Mota, Junqueirópolis, Martinópolis, Ourinhos, Palmital, Pirajuí e Presidente Prudente.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos adulteravam caixas eletrônicos instalando dispositivos que prendiam os cartões das vítimas. Enquanto o cartão permanecia retido, os clientes eram induzidos a ligar para falsas centrais de atendimento bancário, sendo direcionados a um dos golpistas, que obtinha as senhas. As informações eram então utilizadas para movimentar as contas das vítimas, causando prejuízos que somam aproximadamente R$ 48 mil.

Durante as investigações, a Polícia identificou a divisão de tarefas dentro do grupo: alguns membros eram responsáveis pela manipulação técnica dos terminais, outros pela abordagem das vítimas e pela logística de fuga após os golpes.

Diante das provas reunidas, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares de busca e apreensão domiciliar e pela prisão temporária dos suspeitos. As solicitações foram deferidas pela Justiça, com parecer favorável do Ministério Público.

Na manhã desta quinta-feira, dia 13, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista — um deles apenas para busca domiciliar. A ação contou com o apoio de oito equipes do Deinter-8 e oito do DECAP, totalizando 64 policiais civis e 16 viaturas.

Até o momento, cinco dos sete mandados de prisão foram cumpridos. Diversos dispositivos eletrônicos, máquinas de cartão de crédito e valores em dinheiro foram apreendidos. As diligências seguem em andamento.

Após a conclusão dos trabalhos de Polícia Judiciária, os indiciados serão encaminhados a estabelecimentos prisionais e passarão por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.

Compartilhar.

NOSSOS COLUNISTAS