Há aproximadamente seis anos uma família paraguaçuense tem sofrido por conta de um problema de saúde com a dona Nilva de Fátima Gonçalves Batista, de 50 anos de idade. Em 2010 ela teve uma parada cardiorrespiratória no Centro Cirúrgico do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, durante uma cirurgia para retirada de um tumor no útero.
Segundo a filha Geidiane Gonçalves Bispo Santos, a mãe teve falta de oxigênio no cérebro, que resultou em uma sequela que deixou a mulher desde então em estado vegetativo. Ela chegou a ficar por quatro meses internada na UTI.
Atualmente, Nilva vive acamada e precisa de ajuda do esposo, Gilbasio Gomes Batista, de 60 anos de idade, que precisou abandonar o trabalho de pedreiro para se dedicar nos cuidados com a mulher.
Apesar de sua idade e de já não ter mais a vitalidade de antes, Gilbasio garante que jamais deixará de cuidar da esposa, com quem decidiu desde que se casou, passar o resto de sua vida. “Ela foi uma pessoa que me ajudou muito na vida, então eu vou estar com ela até o fim da minha vida ou da dela”, afirmou.
De acordo com Geidiane, o problema de sua mãe foi causado por negligencia médica, já que por ter perdido muito sangue, a mãe estava debilitada demais para ser submetida a cirurgia naquele momento. Por conta disso, a família entrou com um processo contra o Hospital Amaral Carvalho e luta por justiça.
“Um hospital tão bom quanto esse ter um caso de negligencia desses, nós não podemos deixar impune, por isso estamos nessa luta mesmo por justiça”, destacou.
Além da tristeza de ver Nilva no estado em que se encontra, a família tem gastos com fraldas, alimentação e medicamentos. Geidiane afirma que a mãe tem convulsões com frequência e precisa de atenção 24 horas por dia. “Acabou a vida da minha mãe, é duro ver ela nessa situação”, lamentou a filha.
A renda da família é apenas de um auxilio que Nilva recebe do governo, no valor de um salário mínimo. Com esse dinheiro, o marido Gilbasio paga as contas de casa, como água, luz, faz as compras e também usa para comprar o que Nilva precisa.
“A gente quer essa indenização para poder dar uma vida melhor para ela, a gente só quer justiça, por tudo isso que fizeram com ela”, finalizou Geidiane.
O ParaguaCity.com entrou em contato com os advogados da família, que preferiram não se manifestar sobre o assunto. Já o Hospital Amaral Carvalho, procurado para esclarecimentos, informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que o processo está em andamento, portanto, a alegação de negligência só será confirmada pelo Juiz competente, garantidos os princípios da presunção da inocência e do devido processo legal.












