Na sessão legislativa realizada nesta segunda-feira, 19 de maio, o presidente da Câmara Municipal de Assis, vereador Paulinho Matioli, lamentou a morte de Roque Gonçalves Junior, de 50 anos, ocorrida no dia 15 de maio, em decorrência de complicações causadas por apendicite. O parlamentar também cobrou ações para que casos semelhantes possam ser evitados no futuro.

Durante sua fala, Matioli relatou que Roque, irmão do radialista Fernando Agon, procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Assis com dores abdominais, mas teria sido medicado sem passar por exames mais detalhados, como uma ultrassonografia. Segundo relatos da família feita ao próprio vereador, que compareceu ao velório, a dor persistiu e aumentou ao longo dos dias, até que o diagnóstico de apendicite foi confirmado apenas após novo atendimento — quando o quadro já era grave. Ele passou por cirurgia, mas não resistiu.

Roque Gonçalves Junior, tinha 50 anos – Foto: Reprodução/Redes Sociais

“É uma perda gigante. Se tivesse feito uma ultrassonografia no primeiro atendimento, talvez a história fosse diferente. Não estamos aqui para julgar condutas, mas para pedir providências. Se um exame pode salvar uma vida, já vale o investimento”, afirmou o presidente da Câmara.

Matioli defendeu a aquisição de, ao menos, quatro aparelhos de ultrassonografia para a rede municipal de saúde: um para a UPA, outro para o Pronto Atendimento do Maria Isabel, que passará a atender 24 horas em breve, um para a Unidade Básica de Saúde da Vila Ribeiro e outro para o Centro de Especialidades.

Paulinho destacou que, em casos como o de apendicite, o diagnóstico precoce pode ser decisivo: “Em 99% dos casos, a cirurgia é simples e bem-sucedida. O paciente entra, opera e volta para casa. Mas, sem o exame certo na hora certa, isso não acontece. E foi o que ocorreu com o Roque”, lamentou. “Eu descobri, perguntando, que o custo de um aparelho está na casa dos R$ 100 mil. Não é um valor fora da realidade. E se com isso conseguirmos evitar uma morte como essa, já vale cada centavo”, completou.

O vereador formalizou o pedido por meio de um requerimento apresentado durante a sessão e concluiu sua fala reforçando que, diante de situações tão graves, o poder público tem a responsabilidade de agir com agilidade. “Se uma vida puder ser salva com uma ação simples como essa, já terá valido a pena”, disse. A proposta teve apoio dos demais parlamentares e deve ser encaminhada ao Executivo para análise.

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