As duas rádios lacradas durante a Operação Miragem da Polícia Federal na última quarta-feira (10), em Marília, continuam fora do ar, mas o homem detido na ação contra serviços de radiodifusão irregulares foi solto. O pedido de relaxamento da prisão foi feito pela própria Polícia Federal.
A Polícia Federal confirmou nesta sexta-feira (12) que foi solto um dos suspeitos detidos na quarta-feira (10) durante a Operação Miragem em Marília (SP). A ação tinha o objetivo de combater irregularidades nos serviços de radiodifusão. Durante a operação, duas rádios que funcionavam no mesmo prédio no centro de Marília foram lacradas por policiais federais e por funcionários da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o homem preso foi ouvido pelo presidente do inquérito, o delegado Luciano Menin, e prestou todos os esclarecimentos exigidos. Ainda segundo as informações da assessoria, o delegado disse ao juiz que estava satisfeito com as informações recebidas e que não tinha mais necessidade da prisão temporária, que tem o objetivo de auxiliar o inquérito. A Justiça aceitou as explicações e o homem foi liberado ainda na quarta-feira.
Ao todo a Polícia Federal cumpriu 26 mandados, sendo 5 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão, em Marília, São Paulo e Ribeirão Preto. Além do detido em Marília, uma mulher foi presa em Ribeirão Preto e continua detida. As outras três pessoas com mandados de prisão expedidos são consideradas foragidas e não há pedido de revogação dessas prisões.
Os envolvidos são suspeitos de crimes como crimes como falsidade ideológica, uso de documentos falsos, sonegação fiscal, atividade de telecomunicação clandestina e evasão de divisas.
A Polícia Federal de Marilia informou ainda que já começou a analisar os documentos apreendidos durante a operação. Foram mais de dez malotes com papéis, dados de computadores e celulares. Disse ainda que as oitivas só irão começar depois que os documentos apreendidos forem analisados e que outras pessoas serão intimadas, inclusive o parlamentar citado pelo delegado Luciano Menin na coletiva de imprensa. As emissoras continuam lacradas.

Abelardo Camarinha nega envolvimento em esquema
O deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB) negou qualquer envolvimento com o grupo de comunicação Central Marília Notícias (CMN), alvo da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal de Marília, em ação conjunta com o Núcleo de combate à corrupção da Procuradoria Regional da República da 3ª região (SP) e apoio da Anatel.
Segundo a assessoria de Camarinha, o deputado “esclarece que não tem nenhum envolvimento com as investigações, encontra-se em São Paulo desenvolvendo seus trabalhos na Assembleia Legislativa e órgãos públicos e não tem conhecimento das movimentações, assim como não tem qualquer envolvimento com as mesmas”.
Ainda de acordo com nota divulgada, Abelardo Camarinha, o principal investigado na operação, “manifesta estranheza pelo fato das referidas movimentações ocorrerem em pleno período eleitoral e tendo como alvos apenas alguns comitês políticos”.
“Estranha também a presença de conhecidos políticos durante toda a operação e até mesmo antes da chegada de viaturas em alguns locais averiguados”, finaliza a nota em nome de Camarinha.










