A Avenida Benedito Pires, que liga os municípios de Assis e Cândido Mota, transformou-se em um risco para os condutores, principalmente no trecho que compreende um motel e a antiga pedreira Cabiúna, pois neste trecho os motoristas são obrigados a transitar pelo acostamento.

As populações de Cândido Mota e de Assis passam por enormes dificuldades. “É um perigo eminente. Tenho medo de estragar o meu carro ou mesmo sofrer um acidente grave por conta da precariedade da massa asfáltica”, receia um assisense que trabalha em Cândido Mota.

O secretário de Planejamento, Obras e Serviços de Assis, Valter de Souza Filho, relata que ao percorrer o trecho referido percebeu que existe a necessidade de contratação de uma máquina fresadora para remover a camada superficial do asfalto, a fim de realizar um recapeamento adequado para a segurança dos usuários.

“Nós estimamos que o custo para mexer na rodovia seja em torno de R$ 600.000,00, valor este que não dispomos no momento. Temos que buscar recursos com o Governo Estadual ou Federal”, explica.

A partir do momento que o Município de Assis assumiu o trecho em 2010, só foi realizada na pista a operação tapa buraco.

O secretário garante: “se conseguirmos recursos poderemos resolver esta situação”.

Valter explica que os remendos na massa asfáltica proporciona o desnível entre a pista e o acostamento.

“As pessoas devem tomar cuidado, pois o asfalto não está bom, mas há registros de pessoas que andam acima da velocidade permitida para o trecho, o que pode ocasionar acidentes. Além disso, muitos condutores trafegam pelo acostamento, e no Código Brasileiro de Trânsito, esta prática é uma infração que leva o motorista a perder sete pontos na carteira, além de pagar uma multa de R$574,00”, frisa.

Na Lei 14.099/2010, o Governo Estadual autorizou o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-07) a transferir para o Município de Assis os direitos de posse de uma faixa de terra compreendida entre o quilômetro zero e o três + 100 metros da Rodovia Benedito Pires destinada a ser utilizada como via pública.

Assis assumiu o trecho pelo fato do DER-07 obedecer à normatização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), da qual não poderia realizar as sinalizações adequadas em um perímetro com características urbanas.

O trecho da pista que pertence à Cândido Mota, que são três quilômetros, continua a ser responsabilidade do Governo Estadual com denominação de Rodovia, e também apresenta falhas no asfalto.

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