A prefeita de Assis, Telma Spera, afirmou na manhã desta terça-feira, dia 7 de julho, que o pedido de abertura de uma Comissão Processante (CP) contra ela foi motivado por perseguição política. Em entrevista concedida após a sessão da Câmara Municipal que rejeitou a abertura da comissão por 8 votos a 6, a chefe do Executivo também declarou que é alvo de ataques por ser “mulher, cristã, honesta e gestora”.

Ao comentar o resultado da votação, Telma agradeceu aos oito vereadores que votaram contra a abertura da Comissão Processante e afirmou que eles não agiram para protegê-la, mas por entenderem que não havia fundamento para o prosseguimento da denúncia. “Eles foram homens justos, homens honestos”, declarou.

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A prefeita também afirmou acreditar que a denúncia apresentada à Câmara foi elaborada com participação de adversários políticos interessados em retirá-la do cargo. “As pessoas acham que nós somos tontos, que a gente não vê o que está por trás. Esse cidadão que apresentou o projeto, a gente sabe até a linguagem de onde veio. Nós sabemos que era um conluio para me tirar do governo”, disse.

Sem dizer nomes, Telma Spera afirmou existir pessoas que desejam assumir a administração municipal sem terem experiência na gestão pública. “Tem gente querendo sentar lá, achando que é facinho. Eu queria até que sentasse, mas vai sentar e vai fazer caca lá dentro, porque nunca fez nada na gestão. Só vivem de vídeos. Quando a coisa está pegando fogo, somem. Quando tem os louros, quando tem show bonito, aí vão lá e fazem alegoria”, afirmou.

A prefeita também voltou a defender a condução da gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), alvo das acusações contidas na denúncia.

Segundo ela, todas as medidas adotadas após a rescisão do contrato emergencial foram tomadas em conformidade com a legislação e com determinações do Poder Judiciário. “É um processo que já morreu, porque tudo já foi esclarecido. Quando o juiz apontou, eu falei: ‘o juiz está apontando, eu não tinha visto, está rescindido’. Isso a lei me permite fazer. Eu estou cumprindo a lei”, declarou.

A prefeita também criticou o fato de as acusações voltarem a ser discutidas na Câmara, sustentando que a Prefeitura está cumprindo rigorosamente a decisão judicial e dando transparência aos pagamentos realizados. “Tudo está sendo feito conforme o juiz determinou, porque a gente está seguindo à risca. Está tudo no Portal da Transparência. O que vão questionar tudo de novo?”, questionou.

Ao final da entrevista, Telma classificou a tentativa de abertura da Comissão Processante como um ato de perseguição política. “O que aconteceu ontem na Câmara se chama perseguição política e perseguição contra a mulher cristã, honesta e gestora“, afirmou.

Na sessão desta segunda-feira, dia 6 de julho, a Câmara rejeitou, por 8 votos a 6, o pedido de abertura da Comissão Processante que investigaria supostas irregularidades na gestão da UPA. Com a decisão dos vereadores, a denúncia foi arquivada no âmbito do Poder Legislativo. Ainda assim, eventuais apurações sobre os fatos poderão prosseguir em outros órgãos de controle competentes.

Entrevista foi concedida à Rádio Difusora de Assis.

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