De acordo com o portal de comunicação do Governo Federal, na última quarta-feira (3), a Justiça da Argentina aceitou um pedido do Brasil para extraditar cinco pessoas condenadas por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segunda a Agência Brasil, Joelton Gusmão de Oliveira, Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, Joel Borges Correa, Wellington Luiz Firmino e Ana Paula de Souza estão presos na Argentina desde o fim do ano passado, quando foi formalizado o pedido de extradição para cumprimento de pena.

A decisão foi tomada pelo juiz Daniel Eduardo Rafecas, do Tribunal Criminal nº 3 de Buenos Aires. Ainda cabe recurso à Suprema Corte argentina. Os cinco brasileiros haviam pedido refúgio no país, mas o processo ainda não teve resposta.

Eles foram condenados pelo STF a penas que variam de 13 a 17 anos de prisão por atentarem contra o Estado Democrático de Direito durante a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Morador de Marília

Rodrigo de Freitas Moro Ramalho é mariliense foi preso em flagrante no próprio dia 8 de janeiro de 2023. Ele foi condenado a 12 anos e 6 meses de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção e ao pagamento de parte de uma indenização coletiva de R$ 30 milhões.

Ele estava em Marília, em liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica, mas a polícia perdeu o sinal do equipamento em abril de 2024. Desde então, era considerado foragido. Ele acabou preso em novembro do ano passado ao tentar entrar na Argentina.

Buscamos contato da defesa de Rodrigo de Freitas Moro Ramalho, mas não houve resposta.

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