Na noite do dia 21 de março, segunda-feira, a PUC São Paulo foi palcode protestos de estudantes com posições diferentes. Assim como acontece na sociedade brasileira nos dias de hoje, as ruas em frente à Universidade também estavam divididas entre duas opiniões distintas.
Apesar da tensão que cerca esse tipo de encontro, tudo corria bem, não fosse pela intervenção truculenta e claramente ideológica da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Para além dos relatos de estudantes e professores, os vídeos que circulam são prova definitiva de que, sem nenhum motivo aparente, a tropa toma partido na manifestação e ataca violentamente os estudantes que se posicionam pela democracia.
Foram minutos de terror. Policiais sem identificação atiraram em direção aos manifestantes, além de bombas lançadas, inclusive dentro da Universidade, interrompendo aulas e obrigando alunos e professores a se protegerem.
Para nossa surpresa e indignação, o secretario de Segurança Pública do Estado afirmou que a ação da PM foi legítima e que não há nenhum direcionamento de ação a nenhum grupo.
É evidente a parcialidade da polícia paulista, que “bate continência” para manifestantes que defendem o “tapetão” e reprime duramente quem se posiciona de qualquer outra forma.
A União Nacional dos Estudantes – UNE não aceita esse tipo de ação violenta da Polícia contra ninguém. Independente de posição política, acreditamos que o direito à livre manifestação é uma conquista sagrada, que precisa ser respeitada.
Por fim, cabe ressaltar o efeito da ação truculenta: na manhã desta terça-feira, dia 22 de março, milhares de estudantes protestaram dentro da Universidade pela legalidade e contra a ação da PM.
Nos empenharemos ainda mais na criação de comitês permanentes de mobilização contra o golpe. Não existe tarefa mais urgente para os estudantes do Brasil do que defender o legado democrático de tantos jovens que deram a vida pela liberdade em nosso País, tantos Honestinos e Heleniras. Porque o que UNE o Brasil é nossa democracia.
“Não podemos admitir o surgimento de uma polícia política em plena democracia. O que aconteceu na PUC é um escândalo que precisa ser devidamente apurado, com a punição dos responsáveis. Não bastasse usar força excessiva, novamente a tropa atira balas de borracha acima da linha da cintura dos manifestantes, ferindo na cabeça um jovem, o que é proibido pelo manual da própria corporação e já causou danos terríveis em manifestantes e profissionais da imprensa. Também causa perplexidade as cenas em que atiram aleatoriamente em direção à Universidade”. Carina Vitral, presidenta da UNE.
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[/left]Por:Carina Vitral– presidenta da UNE










