O presidente do CIVAP Saúde e prefeito de Pedrinhas Paulista, Freddie Nicolau, convocou uma reunião com os prefeitos que integram o SAMU Regional e fazem parte do CIVAP Saúde, braço do Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (CIVAP), para discutir a situação da ambulância de Unidade de Suporte Avançado (UTI Móvel) do SAMU que está parada em Assis desde março de 2025 e foi recebida por meio do PAC, do Governo Federal.

“Chamamos uma reunião com todos os prefeitos consorciados para que possamos resolver esse assunto, que é um assunto de saúde pública”, declarou Freddie Nicolau ao Portal AssisCity.

Segundo o presidente do CIVAP Saúde, o objetivo da reunião marcada para essa quinta-feira de manhã será expor a atual situação da ambulância e discutir entre os municípios propostas e estudos de implantação frente a disponibilidade orçamentária e financeira de cada um.

Segundo apuração do Portal AssisCity, o custo estimado para manter a unidade em funcionamento gira em torno de R$ 2 milhões por ano, com contrapartida aproximada de R$ 600 mil do Governo Federal. O valor restante, cerca de R$ 130 mil por mês, precisa ser dividido entre os municípios consorciados — ponto que tem gerado o entrave intermunicipal.

Por se tratar de uma Unidade de Suporte Avançado, a ambulância não pode substituir outra já existente na frota e precisa operar como acréscimo de serviço, com equipe completa 24 horas por dia — médico, enfermeiro e condutor — além de despesas com combustível, seguro e manutenção, o que impacta diretamente na contribuição financeira dos municípios integrantes do consórcio.

Debate acirrado na Câmara

O tema já estava sendo tratado pela Câmara Municipal de Assis desde 2025, por meio de requerimentos apresentados pelo vereador Fernando Kiko e de falas na tribuna dos vereadores Reinaldo Nunes e Fernando Sirchia.

Na sessão desta segunda-feira, dia 2 de março, ao falar do assunto, Fernando Sirchia criticou a situação e afirmou que Assis está “perdendo o protagonismo regional” na área da saúde.

“Politicamente, Assis é sede da maior parte do serviço de saúde, com o Hospital Regional e com a UPA que atende nossa região. Mas a gente tem uma gestão tão inabilidosa que tem uma ambulância de meio milhão de reais parada há um ano porque não conseguiu juntar alguns municípios para dividir o valor da manutenção e da operacionalização”, declarou Sirchia.

Ainda sobre as respostas do requerimento do vereador Fernando Kiko, um dos parlamentares mencionou o termo de doação apresentado pela Prefeitura de Assis e assinado no momento do recebimento do veículo. No documento, o Governo Federal estabelece obrigações claras ao município.

YouTube Siga nosso canal no YouTube

“Assis vai lá, pede a ambulância, faz a propaganda, recebe o veículo e a prefeita assina, por livre e espontânea vontade, o termo de recebimento. No parágrafo segundo, inciso 3, ela se compromete a manter ininterruptamente em funcionamento o veículo e seus equipamentos e assumir os custos operacionais decorrentes. Não foi o CIVAP que assinou, foi a prefeita”, pontuou.

CIVAP X Prefeitura de Assis

O CIVAP é responsável pela gestão regional do SAMU, cujo atendimento é realizado de forma consorciada e abrange 12 municípios do Vale do Paranapanema. Após a chegada da Unidade Avançada (UTI MÓVEL) à cidade, em 31 de março, a Prefeitura de Assis teria doado o veículo ao CIVAP. 

Enquanto a definição não acontece, o veículo permanece sem uso, mesmo diante da demanda crescente por atendimentos de urgência e emergência na região. A ambulância registra cerca de 500 quilômetros no marcador, referentes apenas ao trajeto entre a fábrica, em Sorocaba, e Assis.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Assis para questionar se há previsão de acordo para o rateio e se existe risco de o município perder o veículo.

Share.

NOSSOS COLUNISTAS