O município de Assis vive um momento de tensão no Poder Legislativo. Em menos de 40 dias, dois vereadores foram ameaçados. O caso mais recente aconteceu na noite da última sexta-feira, dia 24 de abril, quando o presidente da Câmara Municipal, Paulo Mattioli Júnior, foi ameaçado na presença de testemunhas durante um momento de lazer com a família na Vila Agro, antiga Aprumar. No dia seguinte, ele registrou boletim de ocorrência na Delegacia Seccional de Assis.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, dia 27, Mattioli confirmou o ocorrido e informou que não pode repassar mais detalhes porque o caso tramita sob sigilo. O presidente também agradeceu à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário pela atuação e afirmou que novas informações serão divulgadas assim que deixarem de estar protegidas pelo sigilo investigativo.
Ainda por causa do clima de insegurança, uma equipe da Polícia Militar acompanha a sessão ordinária da Câmara nesta segunda-feira para reforçar a segurança no plenário durante os trabalhos legislativos.
Primeiro caso aconteceu em março
O primeiro episódio foi registrado no dia 23 de março, quando o vereador Fernando Sirchia foi abordado por um homem armado na porta da própria residência. Segundo o parlamentar, o indivíduo fez ameaças à sua integridade física e à de seus familiares, em um episódio que, conforme relatado pelo vereador, teria como objetivo intimidá-lo e interromper os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que ele preside. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil sob sigilo.
Desde então, Sirchia afirma não se sentir seguro para permanecer em Assis e deixou a cidade. A situação levou o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania a emitir, no dia 17 de abril, uma recomendação formal para que a Câmara avaliasse, em caráter de urgência, a possibilidade de o vereador exercer suas funções de forma totalmente remota enquanto persistisse o risco.
Câmara busca resposta institucional
O acúmulo dos dois casos em menos de 40 dias pressiona a Câmara a encontrar respostas institucionais. Nesta segunda-feira, os vereadores votam o projeto de resolução que altera o regimento interno para permitir sessões remotas em situações excepcionais de risco à segurança. A proposta chegou ao plenário em versão reformulada após o texto original, considerado amplo demais, gerar críticas da população nas redes sociais.










