No último dia 18 de julho, completaram-se sete meses do desaparecimento de Márcia Ribeiro da Silva, de 47 anos, moradora do conjunto de chácaras do Jardim Rezende, em Assis. Ela está desaparecida desde a tarde de 18 de dezembro de 2025, quando saiu de casa e não foi mais vista. Desde então, nenhuma informação concreta sobre seu paradeiro foi confirmada.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na época, o companheiro de Márcia entrou em contato com a irmã dela, Marlene, informando que a mulher apresentava um surto naquele momento. Após uma discussão, ela teria pulado o alambrado da residência e seguido em rumo ignorado, possivelmente em direção a uma área rural, já que o imóvel está localizado em um condomínio de chácaras.

Márcia Ribeiro da Silva, de 47 anos – Foto: Cedida pela família

A família relata que Márcia é portadora de esquizofrenia e estava há alguns dias sem fazer uso da medicação prescrita. Assim que foram avisados sobre o desaparecimento, parentes iniciaram buscas por conta própria nas imediações, mas não encontraram qualquer vestígio que pudesse indicar o caminho percorrido por ela.

Desde então, a angústia tem feito parte da rotina da família, que segue sem respostas e alimentando a esperança de reencontrá-la.

Em entrevista ao Portal AssisCity, o companheiro de Márcia, Walmir Alves, fez um novo apelo à população e falou sobre o impacto que o desaparecimento teve em sua vida. “Passaram sete meses e nada foi resolvido. Não há nenhum indício sobre onde está a minha mulher. Eu estou preso em um emaranhado que não consigo sair, estou com uma depressão que vai e volta, e a Justiça não me dá nenhuma resposta. É um ser humano que desapareceu. Por favor, peço a todos que me ajudem a encontrar a Márcia. Não estou aqui para criticar ninguém, mas para pedir ajuda”, desabafou.

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O desaparecimento de Márcia é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Assis. Segundo a Polícia Civil, o caso permanece em aberto, sem que nenhuma linha de investigação tenha sido descartada.

Buscas com drones realizadas pela Polícia Civil – Foto: Polícia Civil

Ainda de acordo com a corporação, todas as diligências consideradas possíveis já foram realizadas, com emprego de diferentes recursos tecnológicos, incluindo drones e varreduras em áreas rurais. Os atos investigativos fazem parte do Procedimento de Investigação de Desaparecimento (PID), acompanhado pela Delegacia Seccional de Assis e pelo Ministério Público, podendo ser consultado por advogados que representam os familiares interessados.


Policiais Civis da DIG/DISE Assis, CORS de Marilia e o marido de Márcia – Foto: Polícia Civil

Mesmo após sete meses, familiares e amigos continuam mobilizados e reforçam o pedido para que qualquer informação que possa contribuir com a localização de Márcia seja comunicada imediatamente à Polícia Civil ou à Polícia Militar, por meio dos telefones 197 ou 190. A identidade do denunciante é preservada.

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